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Jardineiro cultiva horta orgânica na Rodoviária Interestadual de Brasília

Hortaliças são colhidas diariamente e consumidas por funcionários do terminal. 'Cultivar horta é mais do que ter alimentos frescos, é terapia', diz jardineiro.

Jardineiro do terminal Adailton Sousa cuida diariamente das hortaliças

Quem passa pela Rodoviária Interestadual de Brasília não imagina que, logo atrás das plataformas de embarque, em uma área verde que rodeia o terminal, um jardineiro cultiva frutas, verduras e legumes orgânicos. As hortaliças são colhidas diariamente e consumidas pelos 84 funcionários do terminal.
Desde abril do ano passado, Adailton Silva planta coentro, cebolinha, alface, tomate, pimenta, jiló, limão, abóbora, rúcula e até mamão e maracujá no espaço. A horta é irrigada com água captada da chuva, e o adubo é orgânico e produzido no local.
Segundo a gerente do terminal, Vera Suhett, a ideia de criar a horta surgiu depois que o funcionário passou a trabalhar com adubo orgânico, produzido a partir da compostagem de resíduos de podas feitas no próprio terminal.
"A ideia surgiu exatamente pelo fato de [a gente] ter um canteiro de adubo orgânico e ter uma área verde muito grande, muito espaço", disse. "Pensamos: 'já que temos o canteiro, vamos criar a horta, porque na hora do almoço teremos uma verdurinha, uma saladinha fresquinha para se alimentar'. A coisa foi crescendo e deu certo."
"De lá das plataformas, ninguém consegue visualizar a horta", diz Vera. "Os funcionários colhem e comem a saladinha todos os dias na hora da refeição. É tudo bem saudável e bem natural. Tem um gosto diferente, mais gosto de 'verde' mesmo."
A gerente diz que além da adesão total dos funcionários, muitos passaram a levar sementes e mudas para serem plantadas no espaço. Outros começaram a cultivar hortaliças em casa. Segundo Vera, depois de conhecer mais a fundo o funcionamento da horta, ela mesma passou a cultivar mudas de condimentos em casa.
"O seu Adailton me disponibilizou algumas mudas de cebolinha e de coentro. Comprei o pote e plantei em casa", disse. "Depois, foi só deixar crescer e consumir para fazer a refeição com um tempero fresquinho."
Apesar de contar com o apoio dos funcionários, a gerente atribui o sucesso da horta ao carinho do jardineiro pelo espaço. "Ele que toma a frente, tem um carinho especial. Ele vem sempre de manhã cedo e no fim do dia, porque tem outras atribuições", diz.
O jardineiro diz que cresceu na roça e que sempre trabalhou com jardinagem. Morador do Pedregal, ele conta que mesmo com pouco espaço em casa, faz questão de cultivar verduras e frutas no local.
"Tenho um quintal pequeno, mas procuro lotar ele de planta, de verde", diz. "Eu tinha dois pés de tomate que chegaram a três metros de altura. Todo dia tinha tomate de almoço. E o gosto é diferente, é natural."
Silva afirma que cultivar uma horta é mais do que ter alimentos frescos todos os dias.
"A horta em si é uma fonte de terapia. Além de ser um contato direto com a natureza, é uma maneira de distração. Ao mexer com as plantinhas, os problemas ficam mais amenos", diz. "É quase como se [a planta] se tornasse um componente da família, cria a obrigação de estar lá dedicando alguns minutos por dia para cuidar e zelar da horta. É bom.”


Fonte: G1.com/dftv (http://twixar.me/l13)

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