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Falta de chuva traz prejuízos aos produtores de morangos de MG

Produtores estão gastando mais com investimentos nas lavouras. Apostar na irrigação tem sido a única alternativa na região sul do estado.

Em Minas Gerais, a falta de chuva está prejudicando a safra do morango. Tem agricultor que precisou mudar a lavoura de lugar para garantir um pouco de água.
Rosa Dias apressa a colheita do morango para diminuir os custos. No sítio em Pouso Alegre, no sul de Minas, o córrego que corta a propriedade praticamente secou e ela foi obrigada a arrendar um terreno para manter o cultivo da fruta. Produtora de morango há 25 anos, Rosa conta que esta é a primeira vez que ela teve que sair das próprias terras.
Além do aluguel, a produtora teve que investir cerca de R$ 10 mil em canos porque o córrego também secou e foi preciso trazer água de uma parte mais alta, a um quilômetro do local.
No ano passado, Rosa conseguiu colher 60 mil caixas de morango em um hectare. Este ano, aumentou um pouco a área, mas deve conseguir 10 mil caixas a menos. “Não tem chuva e a água que a gente joga não é suficiente”, diz.
Pouso Alegre é um dos maiores produtores de morango do estado de Minas Gerais. Os produtores estão vendendo a caixa de 1,2 quilo por R$ 6. Em 2013, a produção foi de 18 mil toneladas, mas segundo o agrônomo da Emater, Orlando Régis, este ano, a produção não deve passar das 9 mil toneladas. A falta de chuva deixou as plantas vulneráveis às doenças.
Adriano Pereira produz 10 mil caixas de morango por safra. Ele teve que investir no sistema de gotejamento para economizar água e conta que se não chover nas próximas semanas, a reserva de água da propriedade não será suficiente para irrigar os 20 mil pés de morangos. A solução, por enquanto, será investir em mais um motor e pegar água de um açude na propriedade do vizinho. “A previsão do tempo não é otimista, então já estamos investindo para não sofrer depois”, conta.


Fonte: Globo Rural

Oferta do melão aumenta no mercado interno e preços diminuem

As perspectivas para o início da safra 2014/2015 do melão na Chapada do Apodi (RN) e Baixo Jaguaribe (CE) são de produtividade: não foram relatados problemas com pragas e bactérias nas lavouras e, mesmo com o baixo volume de chuva de abril a junho, a área plantada ainda não apresentou redução. Isso se deve aos bons níveis dos poços, que devem atender a demanda de produtores, pelo menos até o pico da produção. As informações são de boletim do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicadas.
Diante do panorama produtivo para o final de julho no Rio Grande do Norte e no Ceará, melonicultores do Vale do São Francisco (BA/PE) já se preparam para a maior concorrência. Eles têm adotado desde o ano passado a estratégia de investir na comercialização da fruta em outras regiões, como Centro-Oeste, Nordeste e Norte do país.
Em junho de 2014, os preços do melão amarelo pagos ao produtor do Vale ficaram 10% acima dos registrados em maio, fechando em R$15,70 a caixa de 13 quilos. Este valor é 38% menor em relação a junho de 2013.
Em julho e agosto do ano passado, os preços estiveram acima dos R$20,00. A oferta da época era mais restrita que a atual, fazendo com que os produtores concentrassem suas vendas no Sul e no Sudeste. Neste ano, entretanto, a expectativa até agosto é de preços pouco atrativos ao produtor, tendo em vista que o volume da fruta disponível no mercado doméstico aumentará gradativamente. Os únicos melões que devem permanecer valorizados são os nobres, como o pele de sapo.


Fonte: Cenário MT

Presidente da CNA defende nova política oficial para fortalecer agricultura irrigada

Os principais entraves ao crescimento da agricultura irrigada no país estão nas dificuldades do produtor em atender às normas da legislação ambiental, que precisam de ajustes especialmente na obtenção da outorga d´água, e na pouca oferta de técnicos capacitados para a montagem de um sistema consistente de irrigação. Foi o que afirmou o presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), João Martins da Silva Junior, na abertura do seminário “Segurança Hídrica: uma visão brasileira”.
O presidente da CNA discorreu sobre o tema “Água e Produção Agrícola” na noite desta segunda-feira (21), no auditório da entidade. Em sua palestra, ele indicou três fatores básicos da moderna produção agrícola no país: 59% referem-se à intensificação do uso de insumos agropecuários e da própria irrigação; 20% devem-se à expansão da fronteira agrícola; e outros 21% a pesquisas modernas que permitiram a utilização de variedades de sementes melhoradas. João Martins destacou ainda o “compromisso do produtor brasileiro em preservar o meio ambiente e os recursos hídricos”.
No entender do presidente da CNA, é fundamental “buscar novas tecnologias, capazes de reduzir os eventuais desperdícios no uso da água que é realidade no modelo de irrigação em vigor e aprender com exemplos práticos como os de Israel, onde o custo da irrigação é menor e o modelo utilizado moderno e eficiente”.

Desafio – Ao mencionar o desconforto dos produtores agrícolas do país, que são apontados como os maiores consumidores de água em todo o território nacional, João Martins convocou os técnicos a apresentarem soluções para o desafio de aumentar a produção poupando os mananciais. É preciso levar em conta, disse ele, que o Brasil se tornou um dos maiores produtores de grãos do mundo, para atender à demanda internacional por alimentos.
Para o presidente da CNA, outro fator que inibe a expansão de projetos de irrigação no país é o elevado custo da energia elétrica utilizada pelo agricultor. É importante que o Governo reveja alguns conceitos e adote uma política atraente de financiamento capaz de mudar esse quadro no segmento da irrigação, assinalou.
O fato é que produtor assumiu dois compromissos básicos, “não avançar mais sobre áreas agriculturáveis da Amazônia, e, ao mesmo tempo, proteger o meio-ambiente”. Entre 1990 e 2014, segundo lembrou, a produção agrícola brasileira saltou de 57 milhões para 193 milhões de toneladas, mas a área plantada cresceu apenas 50%, de 37 milhões para 57 milhões de hectares no mesmo período.
Ricardo Andrade, coordenador da Seção Brasil do Conselho Mundial da Água, informou sobre a grande vitória conseguida pelo Brasil: sediar em 2018, em Brasília, o Fórum Mundial da Água. Em 2015, a sede do evento será a Coreia do Sul. Ele lembrou a forte presença brasileira no Conselho e destacou a necessidade de um diagnóstico preciso sobre a gestão de recursos hídricos no país. Dois outros seminários serão realizados ainda este ano: “Água e Saneamento”, em Maceió, capital de Alagoas; e “Água e Energia”, no Paraná. O Seminário de Brasília continua nesta terça-feira (22) com dois painéis: “A segurança alimentar num país de 200 milhões de habitantes”, pela manhã, e à tarde, “O uso da água no setor agrícola”.


Fonte: Canal do Produtor

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