Google+








.

Agricultura orgânica garante espaço no Sertão pernambucano

Na região, agricultores estão aprendendo a conviver com a estiagem. Técnica de gotejamento tem garantido até alimento para os animais.

Na terra da fruticultura irrigada, a produção orgânica está cada vez mais ganhando espaço no Sertão pernambucano. Na área conhecida por Sequeiro, propriedades deixam agrotóxicos e agroquímicos de lado e optam pela cultivo orgânico.
No distrito de Rajada, Zona Rural de Petrolina, PE, uma propriedade cultiva capim orgânico com irrigação. No local, a pastagem é destinada para alimentação dos animais. Segundo o extensionista rural do Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), Paulo Nogueira, o capim garante a alimentação dos animais e ajuda o produtor a oferecer para o marcado carnes melhores e mais saudáveis. “A cultura do capim orgânico, sem o uso de agroquímicos e adubos químicos, vai gerar a carne orgânica que o mercado está pedindo”, afirma.
Há três anos, o agricultor proprietário da área, João Lindolfo de Macedo, utiliza alternativas propostas pela Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) Semiárido como forma de convivência com a estiagem. No local, é cultivada uma horta com verduras e hortaliças orgânicas, além da criação de galinhas, gado para produção de leite, caprinos e ovinos que participam de exposições de animais.
A solução de distribuição água na plantação é através da técnica conhecida como gotejamento. “Do poço artesiano, a água é jogada para uma caixa, de onde a gente bombeia para o gotejamento, que molha a planta com uma boa economia”, descreve.
Assim como Lindolfo, muitos agricultores estão conseguindo conviver com as adversidades da seca graças às tecnologias desenvolvidas com a irrigação. Por isso, segundo o extensionista do IPA, a agricultura orgânica é, cada vez mais, uma boa saída para quem antes enfrentava dificuldades com a estiagem prolongada.


Fonte: G1.com

Plantio direto na irrigação reduz consumo de água, diz pesquisador

O sistema de plantio direto em áreas irrigadas na agricultura auxilia na diminuição da perda de água no solo, por evaporação, e nas plantas, por transpiração. A prática, conforme o presidente da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (Febrapdp), Alfonso Sleutjes, pode reduzir o consumo de água em mais de 30% na irrigação.
Sleutjes falará sobre os benefício do uso do sistema na irrigação no 14º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha. O evento será realizado em Bonito, no sudoeste de Mato Grosso do Sul, entre os dias 12 e 14 de agosto e deverá reunir alguns dos maiores especialistas do país no assunto.
O evento ocorre a cada dois anos, sempre em uma região produtora em destaque no Brasil. A programação contará com painéis cujos temas são voltados à técnica do plantio e seus benefícios, bem como palestras e debates sobre fitossanidade, manejo adequado do solo, entre outros assuntos. O plantio direto na cana-de-açúcar também será discutido, tendo em vista a crescente produção sucroenergética no estado.
Em relação ao uso da irrigação em áreas de plantio direto, Sleutjes diz que a prática além de agregar produtividade as lavouras, também minimiza os riscos para os produtores. “Se você tem um plantio direto bem feito, que tenha alguma perda, no sistema irrigado consegue-se uma manter uma média de produtividade ao longo dos anos com menor oscilação, o que ajuda, e muito, na organização de programação do produtor”, ressalta.
Ele diz que a partir disso, o agricultor não fica a mercê do mercado para saber se deve investir ou não em irrigação. O engenheiro agrônomo cita o exemplo da produtividade observada Holambra (SP), cidade onde reside e trabalha. “Normalmente, a média de crescimento analisada por aqui ultrapassa os 15%, 20% nos últimos anos. É visível o nível de investimento, crescimento e estabilidade na agricultura irrigada, se comparada à de sequeiro, é bem superior”, complementa.
No entanto, orienta que para que o produtor utilize a técnica, é preciso planejamento e investimento em equipamentos, que vão representar cerca de um quarto do valor da terra, o que garante uma vida útil em torno de 20 a 25 anos. “Na média, comparando os últimos 10 anos, a gente tem conseguido pagar esse investimento em cinco anos. Então, você tem mais 15 anos para usufruir desse sistema de lucro. Tem anos que você usa mais e, em outros, menos, depende da cultura que vai ser instalada e também do clima. Você não fica dependendo da chuva”, destacou.
Apesar dos benefícios e dos casos de sucesso registrados no Brasil, o presidente da Febrapdp diz que apenas 6 milhões de hectares são irrigados no país, que possui potencial para 30 milhões. Um dos obstáculos para a agricultura irrigada enfrenta para crescer é a distribuição de água. “O Brasil é muito rico em água, mas para viabilizar o sistema ela precisa estar próxima. O produtor encontra muita dificuldade para conseguir uma licença ambiental para construir ou ampliar açudes”, afirma.
Outro gargalo, conforme ele, é a falta de oferta e má distribuição de energia elétrica. “Por conta disso, existem casos de queima de equipamentos, que precisam de muita manutenção e isso atrapalha o processo de irrigação. Dependemos muito da energia nesse sentido”. Além disso, ele ressalta que mais de 50% do custo operacional na irrigação é de energia elétrica, mas que existem regiões em que essa porcentagem sobe para 80%.


Fonte: CBN

Técnica permite economia de 30% de água no plantio de milho

O produtor rural pode economizar mais de 30% no uso da água para irrigação se utilizar o sistema de plantio direto irrigado. A técnica permite a diminuição da perda de água no solo por evaporação e, nas plantas, por transpiração, justamente pela presença da palha.
Para o engenheiro agrônomo Alfonso Sleutjes, presidente da Febrapdp (Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação), a agricultura irrigada não beneficia apenas para a produtividade, mas também ajuda a minimizar riscos. “Se você tem um plantio direto bem feito, que tenha alguma perda, no sistema irrigado consegue-se uma manter uma média de produtividade ao longo dos anos com menor oscilação, o que ajuda, e muito, na organização de programação do produtor”, explica.
De acordo com o especialista, em Holambra, interior de São Paulo, a produtividade dos cultivos que utilizam irrigação mostram melhores resultados. “Normalmente, a média de crescimento analisada ultrapassou os 15%, 20% nos últimos anos. É visível o nível de investimento, crescimento e estabilidade na agricultura irrigada. Se comparada à de sequeiro, é bem superior”, compara.
Entretanto, para utilizar a técnica, é preciso planejamento, uma vez que investir em equipamentos custa o equivalente a um quarto do valor da terra. Apesar do preço alto, o investimento garante à terra vida útil de 20 a 25 anos. Segundo Sleutjes, é possível quitar o investimento em cinco anos, em média. Sendo assim, restam 15 anos para usufruir da aplicação. "Em alguns anos o sistema é mais utilizado e, em outros, menos. Depende da cultura que vai ser instalada e também do clima. Você não fica dependendo da chuva”, complementa.
Apesar dos casos de sucesso registrados e dos benefícios dessa técnica, apenas 6 milhões de hectares são irrigados no Brasil, que possui potencial para 30 milhões. Um dos fatores que freiam o crescimento desse tipo de agricultura é a distribuição de água no país. “O Brasil é muito rico em água, mas para viabilizar o sistema ela precisa estar próxima. O produtor encontra muita dificuldade para conseguir uma licença ambiental para construir ou ampliar açudes”, afirma.
Além disso, os produtores rurais também enfrentam dificuldades quando o assunto é energia elétrica. A falta de oferta e a má distribuição causam queima frequente de equipamentos, o que pesa no bolso do agricultor, já que os equipamentos precisam de constante manutenção. Mais de 50% do custo operacional é de energia elétrica, explica Sleutjes, mas há regiões em que essa porcentagem sobe para 80%.
Os benefícios da agricultura irrigada são assunto do 14º Encontro Nacional de Plantio Direto na Palha, que acontece de 12 a 14 de agosto em Bonito, no Centro de Convenções da cidade. A iniciativa é da Federação Brasileira de Plantio Direto e Irrigação (Febrapdp) em parceria com a Fundação MS, Sistema Famasul e Embrapa Agropecuária Oeste. O Sistema OCB-MS, a Aprosoja MS, a UFGD (Universidade Federal da Grande Dourados), Unigran e GPP (Grupo Plantio na Palha) apoiam o evento. Inscrições podem ser realizadas no site da Febrapdp: www.febrapdp.org.br.


Fonte: Campo Grande News

ShareThis

Translate/Traduzir/Traducir/ترجم/翻譯/Übersetzen/Traduire/नुवाद करना/Tradurre/переводить/לתרגם

Últimas postagens

Postagens populares