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Agricultores familiares assinam contratos para ocupação do Baixio de Irecê

A ocupação do Baixio de Irecê, nos municípios de Xique-Xique e Itaguaçu da Bahia, marca uma nova fase do desenvolvimento sustentável, com a ampliação da agricultura irrigada, no semiárido baiano. Na segunda-feira (27), com a presença do presidente da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), Elmo Vaz, e do governador da Bahia, Rui Costa, os primeiros 49 agricultores familiares escolhidos por meio de seleção pública vão assinar os contratos da Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) dos lotes.
No evento, que será realizado às 9h em frente ao centro administrativo do perímetro Baixio de Irecê, também serão assinadas as ordens de serviços para o desmatamento, preparo e correção de solo das 49 unidades parcelares; as obras de encascalhamento das estradas secundárias e remontagem das tomadas de água dessas unidades parcelares; e o apoio à fiscalização de serviços complementares de engenharia e ambientais. O investimento total nessas ações é de aproximadamente R$ 1,8 milhão.
“É um sonho antigos dos agricultores que está se concretizando. O Baixio de Irecê traz a perspectiva de dias melhores para a população que vive nesta região semiárida da Bahia. O projeto busca aumentar a produção e a produtividade agrícola, elevar a oferta de alimentos e gerar emprego e renda”, destaca o presidente da Codevasf, Elmo Vaz.
A partir da ocupação desses primeiros 49 lotes do projeto, a expectativa é de que sejam gerados 318 empregos diretos e 636 indiretos, com estimativa de safra agrícola de 20 toneladas de frutas e Valor Bruto de Produção de R$ 4,8 milhões por ano.
“O Baixio de Irecê é a menina dos olhos aqui na região. Os produtores que foram selecionados para ocupar o perímetro são agricultores que têm uma larga experiência na produção de alimentos. E nos vamos produzir alimentos de qualidade”, afirma Humberto Cavalcante de Araújo Júnior, agricultor familiar e técnico em agropecuária, com experiência no cultivo de pinha e atemoia. Ele é um dos selecionados para ocupar um dos lotes de 6 hectares.
O agricultor familiar Ocelmário Gomes Pereira, mais conhecido como Marinho, pretende cultivar banana no perímetro de irrigação e está ansioso para ocupar o lote de 6 hectares. “A expectativa é muito grande. Não só dos produtores, como de toda a população da região. O Baixio vai ser uma grande oportunidade. Hoje em dia, com a crise hídrica e a seca, não tem outro local para plantar, a não ser irrigado. E o Baixio encontra-se numa situação favorável na questão de água – o canal está cheio com muita água do rio São Francisco”, comemora Marinho (foto), um dos produtores selecionados. 

Ampliação da agricultura irrigada

O projeto Baixio de Irecê, em implantação pela Codevasf, localiza-se na margem direita do rio São Francisco, ao norte do Médio São Francisco, região central da Bahia, a 500 quilômetros de Salvador. Dividido em nove etapas, o Baixio ocupa uma área de 93,5 mil hectares – cerca de 48 mil hectares para agricultura irrigada; 23 mil hectares para atividades não irrigáveis; e 22,5 mil hectares de área de reserva legal. Quando estiver em franca operação, o Baixio de Irecê tem potencial para ser um dos maiores perímetros de irrigação da América Latina.
A etapa 1 conta com 4,3 mil hectares, sendo que 2,8 mil hectares são irrigáveis. Os agricultores foram selecionados por meio de edital, que buscou atender ao maior número de produtores. A CDRU – modelo de ocupação escolhido – cria condições para o uso produtivo das áreas irrigáveis e não-irrigáveis, por meio de atividades agrícolas e agropecuárias, além de promover a função social da terra e o desenvolvimento econômico da região.
Os agricultores selecionados devem adotar práticas e técnicas de irrigação e drenagem adequadas às condições da região e à cultura escolhida, que promovam a conservação dos recursos ambientais, em especial do solo. O uso da terra será gratuito durante os 35 anos da concessão.
O plantio e a irrigação na etapa 1 do Baixio deve ter o início efetivo neste ano – após a conclusão das ações de desmatamento, correção e preparo do solo nos lotes (unidades parcelares); encascalhamento de estradas secundárias; e serviços complementares de engenharia e ambientais.
Para a implantação do projeto, a Codevasf realizou estudos técnicos, elaboração de projetos, aquisições de terras e construção de estação de bombeamento de canais, rede de drenagem (principal e secundária), redes de energia elétrica, estradas dos sistemas viários internos e acesso ao projeto. O Baixio de Irecê conta com investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC).
O acesso à área do projeto ocorre principalmente pela rodovia BA-052, que liga Xique-Xique a Feira de Santana, interligando-se à malha viária nacional pela BR-116. A elaboração do estudo de viabilidade e do anteprojeto de engenharia para a pavimentação de acesso e circulação interna do Baixio de Irecê, pelas rodovias BA-052 e BA-210, com 152 quilômetros de extensão, está em fase licitatória.


Fonte: Codevasf

Ministério do Meio Ambiente estuda criar norma nacional de reúso de água

Izabella Teixeira destacou importância de regulamentar reutilização. Indústria cobra normatização para comércio de recurso desperdiçado.

A ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, disse nesta quinta-feira (23) que sua pasta discute uma regulamentação nacional para incentivar o consumo de água de reúso. Ela afirmou que ainda não está claro qual seria o formato dessa norma se uma lei ou decreto, por exemplo.
Izabella participa em São Paulo do seminário internacional Gestão da Água em Situações de Escassez, organizado pelo ministério, que reúne especialistas de vários países para comentar experiências na luta contra impactos da estiagem. Representantes dos governos da China, Austrália, Espanha e outras nações vão apresentar projetos que podem ajudar o Brasil a lidar com o problema.
Izabella Teixeira ressaltou que há verba federal disponível para os estados com projetos para melhorar a distribuição de água à população e combater os efeitos da seca.
De acordo com a ministra, uma das soluções para reduzir o desperdício dos recursos hídricos é criar no Brasil uma legislação para utilização da água de reúso, tema que ainda segue em um vazio de normas. Trata-se do esgoto doméstico, por exemplo, que depois de tratado pode ser aplicado na agricultura e na indústria, ou até reutilizado para o consumo humano.

Debates avançados

Segundo Izabella, o governo federal discute a questão há algum tempo e já há estados como São Paulo e Rio de Janeiro com debates avançados nessa área. “Estamos vendo se precisamos de uma lei, uma norma, um decreto. O Brasil tem grande capacidade técnica para isso”, disse ela.
O representante da indústria no evento, Marcos Guerra, vice-presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), cobrou do governo a revisão de leis ligadas ao tema. Para ele, é um assunto “urgente” e é preciso uma regulação que permitirá a empresas a compra e venda da água de reúso.
Atualmente, a maioria da água aplicada em processos industriais é lançada em rios e mares sem que haja um aproveitamento dela.
Para Ney Maranhão, secretário de recursos hídricos do Ministério do Meio Ambiente, a regulamentação é necessária para impor precificação e evitar abusos na comercialização. No entanto, a criação dessas regras vai depender, principalmente, dos estados.
"Temos um vazio nessa direção. É preciso, primeiramente, determinar parâmetros de qualidade para que a água de reúso possa ser comercializada. O Conselho Nacional de Recursos Hídricos já discute alguns desses padrões para a agricultura. Porém, todo esse arcabouço é um processo que deve demorar uns dois anos para ser desenhado", explicou.

Crise atual

Sobre a atual situação no Brasil, a ministra disse que há muitos municípios em estado de calamidade no Nordeste e Sudeste, citando principalmente o estado de Minas Gerais.
“Temos uma situação de escassez que não se via no Sudeste desde 1953. Mas está chovendo. Então temos que esperar para ver se a situação melhora. Porém, enquanto isso, temos que poupar e ser eficientes”, explica.
Ela afirma que o governo federal está ajudando com verbas os estados do Rio de Janeiro e São Paulo, mas disse que é preciso também falar ao cidadão quais são os novos desafios para combater a escassez de água. “Temos que dialogar com a sociedade sobre a questão”.
Izabella afirma que já foram destinados mais de R$ 2,5 bilhões para obras no estado de São Paulo e que o governo está disposto a destinar mais verbas a outros projetos do estado e de outras regiões do país.
“Os governadores pediram investimentos e o governo federal está arcando com os recursos. Se apresentarem projetos, haverá viabilização de apoio. Se não, o governo ficará aguardando eles proporem”, disse.


Fonte: G1.com - Natureza

Estudante desenvolve plataforma que economiza até 60% de água na irrigação

Mariana Vasconcelos foi premiada pelo projeto e irá estudar em uma universidade da Nasa nos Estados Unidos


Com apenas 23 anos, Mariana Vasconcelos desenvolveu uma plataforma que ajuda a otimizar o uso de água na agricultura, reduzindo em até 60% o desperdício. O Agrosmart, nome dado ao projeto, venceu 562 finalistas do concurso Call to Innovation 2015, promovido pela faculdade Fiap. Como prêmio a estudante ganhou uma bolsa de estudos em uma universidade localizada dentro de uma base da Nasa, a agência espacial norte-americana. Ela fará parte do Graduate Studies Program (GSP) 2015 da Singularity University, nos Estados Unidos.
Mariana explica que, na plataforma, os sensores responsáveis por medirem as variáveis do ambiente são espalhados pela plantação e, por meio de um aplicativo, enviam os dados coletados para a internet 24 horas por dia. Um software, então, faz uma análise das informações recebidas e gera recomendações para o agricultor. “Todos os dias informamos quanto o produtor deve irrigar e quando irrigar. Mostramos dados meteorológicos restritos e conseguimos fazer previsão de doenças e pregas.” 
O desenvolvimento da planta também é acompanhado pelo sistema, que prevê o ritmo de crescimento para cada espécie. Além da economia de água, a estudante chama atenção para o custo.“Reduzimos também os gastos na irrigação. Quando ligam um pivô sem necessidade ou alimentam uma bomba usam energia desnecessariamente. Muitos agricultores irrigam mais do que o necessário e acabam tirando nutrientes das plantas e perdendo água para o ambiente. Nós aumentamos a produtividade quando entregamos exatamente o que a planta precisa.”
Formada em administração na Universidade Federal de Itajubá, com foco em empreendedorismo tecnológico, a ideia de criar o aplicativosurgiu da união entre a área de estudo de Mariana com sua experiência familiar. “Meu pai é agricultor e eu conhecia as dificuldades diárias dos produtores rurais”. Assim, no final de 2014 a estudante, junto com os sócios Raphael Tizzi, Thales Nicoleti e Anderson Casemiro, criou a empresa Agrosmart, que deu nome ao aplicativo. Para a Mariana, existe uma lacuna em tecnologias voltadas ao agronegócio. “Estamos falando de um dos pilares da economia brasileira e do mundo. O agronegócio nunca deixará de ser importante. Acredito que há pouco investimento em inovação nesse meio, pra aumentar a produtividade e facilitar o dia a dia do agricultor.”
Sobre o curso recebido como prêmio, as expectativas da estudante são altas. Mariana conta que a Singularity University é focada em preparar líderes que saibam lidar com tecnologias exponenciais, que mudam a todo instante, e em como criar negócios para inovação em um cenário como este. “A bolsa fará com que consigamos colocar efetivamente as tecnologias desenvolvidas nas mãos dos produtores. Não adianta nada ter pesquisa se não programarmos a tecnologia para melhorar a vida das pessoas na outra ponta. Sei que eles vão nos ajudar a fazer isso da melhor maneira possível.”
A comercialização da plataforma Agrosmart começa em primeiro de maio pelo site da empresa.


Fonte: Globo Rural



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