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Senado obriga União a priorizar investimentos em irrigação no Centro-Oeste e Nordeste

O plenário do Senado aprovou nesta última terça-feira 04/08, uma proposta de emenda à Constituição (PEC) que obriga a União a priorizar até 2028 investimentos em irrigação com recursos públicos nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do País. O texto, que já passou pela Câmara e foi aprovado agora em primeiro turno, ainda terá de passar por uma nova votação no plenário da Casa.
A proposta altera um artigo do Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT) para ampliar em 40 anos o prazo em que a União vai aplicar recursos destinados à irrigação. Do total da verba, 20% têm de ser destinados à região Centro-Oeste e outros 50% para a região Nordeste, preferencialmente para o semiárido. Pelo texto, no mínimo metade dos recursos da União será destinada a projetos de irrigação que beneficiem agricultores familiares, conforme legislação específica a ser aprovada.
Pelo texto original da Constituição, a prioridade para investimentos em irrigação tinha validade por 15 anos, perdendo a eficácia em outubro de 2003. No ano seguinte, uma emenda constitucional foi promulgada, ampliando o prazo para 25 anos, isto é, 2013. A partir daí, com o fim do novo prazo, a União não é mais obrigada a priorizar recursos para as duas regiões brasileiras.
“Concordamos que a aprovação da PEC nº 78, de 2013, pode contribuir para a redução das disparidades regionais, com o fomento à expansão da agricultura nas regiões Nordeste e Centro-Oeste e, ainda, o fortalecimento da agricultura familiar, gerando emprego, renda e aumento da oferta de alimentos, fibras e energia, em um contexto de desenvolvimento sustentável”, afirmou o senador Walter Pinheiro (PT-BA), relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).


Fonte: Irrigacao.net

Diretor Geral participa de reuniões sobre recursos hídricos no Rio Grande do Norte

O diretor geral do DNOCS, Walter Gomes de Sousa, participa na manhã desta quarta-feira, 05, de reunião pública sobre a situação crítica do sistema hídrico Curemas-Açu, no auditório da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte, em Açu. O diretor foi convidado pelo Comitê da bacia hidrográfica do rio Piancó-Piranhas-Açu e pela Agência Nacional de Águas-ANA.
Na reunião, serão debatidas a crise hídrica daquela bacia, a situação do armazenamento de água no açude Armando Ribeiro Gonçalves, o monitoramento das vazões no rio Açu, o histórico de defluências e condições para operação do açude; as regras de restrição vigentes para uso das águas destinadas à irrigação e aquicultura no entorno do açude e no vale do rio Açu; simulações de deplecionamento e perspectivas futuras de operação do açude Armando Ribeiro Gonçalves.
O diretor do DNOCS também participará, no período noturno, no Centro Pastoral Dom Wagner, em Caicó/RN, da apresentação e do lançamento de Termo de Parceria firmado entre a ADESE/ANA, que visa ao fortalecimento e ao desenvolvimento de ações do Comitê da bacia Piranhas-Açu, junto ao Plano de Recursos Hídricos, com a perspectiva de enfrentar o desafio de assegurar à sociedade, água em qualidade e quantidade adequadas, da utilização racional e integrada dos recursos hídricos com vistas ao desenvolvimento sustentável e de realizar a prevenção e defesa contra eventos hidrológicos críticos.


Fonte: DNOCS

Distrito de Irrigação de Salitre na Bahia deve ser criado até janeiro de 2016

A Companhia do Vale do São Francisco e do Parnaíba – Codevasf – está promovendo reuniões para criar o distrito de irrigação* do perímetro irrigado de Salitre, no norte da Bahia. Para isso, enviou os diretores de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura, Sérgio Antônio Coelho, e o de Empreendimentos de Irrigação, José Sólon Braga Filho, para participarem de uma das reuniões com representantes dos agricultores. A criação desse distrito deve acontecer em janeiro de 2016. 
As primeiras reuniões entre a Codevasf e os usuários de água para a criação do distrito administrativo já estão sendo realizadas e, segundo o superintendente regional da Codevasf em Juazeiro, Alaôr Grangeon de Siqueira, “esta é a saída para os produtores e para o governo também, porque os produtores assumem para si uma estrutura que foi criada para eles, e passam a ter essa responsabilidade, podendo diminuir assim os custos de manutenção e operação, e ainda contam com a participação da Codevasf”.
Segundo Alaôr, a Companhia sempre tem assento junto aos conselhos dos distritos, e embora não tenha poder de voto, pode vetar o que não for de interesse comum, e isso ajuda a tornar a administração mais eficaz, eficiente e transparente. “Os produtores se sentem mais seguros com a participação da Codevasf, e isso eu tenho percebido nesses mais de 20 anos de experiência em perímetros de irrigação”, afirma o superintendente.
O Perímetro Irrigado Salitre foi inaugurado em março de 2010. O projeto original prevê cinco etapas, que ocupariam uma área de 31 mil hectares. A primeira etapa está em funcionamento, onde trabalham 255 pequenos produtores de frutas, hortaliças e outros produtos. Quase a metade desses agricultores (49%) sobrevive com uma renda mensal média de três a dez salários mínimos. Em 2014, o faturamento de Salitre foi estimado em R$ 30,4 mil por hectare colhido. Estima-se que essas áreas irrigadas gerem mais de cinco mil empregos diretos.

Agricultores aprovam a criação do Distrito de Irrigação de Salitre

Para o presidente da Associação dos Usuários do Perímetro Salitre (Asupis), José Acácio, “a Codevasf está nos ajudando a criar o distrito, mas não está jogando isso para a gente, e eu acho isso muito importante, porque nós vamos poder resolver algumas situações mais urgentes, no que se refere a água e energia. Eu já sou irrigante lá no perímetro de Mandacaru, e sei da importância da criação de um distrito de irrigação”
O agricultor Milton Bin, que faz parte da diretoria da Asupis, considera as reuniões realizadas para a criação do distrito do Salitre “um passo importante para definir essa implantação do distrito, e com a ajuda da Codevasf nós vamos conseguir convencer os demais a participarem desta ação”. Bin, que já possui um lote irrigado em outro perímetro no estado de Pernambuco, também faz parte da comissão organizadora que vai buscar a implantação da entidade administrativa no Salitre.

Autonomia de gestão e compartilhamento de experiências garantem o sucesso

Segundo Valter Matias de Alencar, gerente-executivo de outro distrito de irrigação, o de Maniçoba, “a melhor alternativa que a Codevasf encontrou foi a implantação dos distritos de irrigação, onde o maior beneficiário é o próprio produtor, por ser uma empresa sem fins lucrativos, na qual tudo que arrecada é usado em benefício dos próprios produtores”.
Para Valter “o sucesso de um distrito está na participação efetiva dos produtores, através dos conselhos fiscal e de administração, e na autonomia do gerente-executivo. Não adianta ter conselhos participativos, se o gerente-executivo não tem autonomia para tomar determinadas decisões, e o contrário também prejudica, pois não adianta ter um bom gerente, mas os conselhos não participarem ativamente”.
Valter trabalha no Maniçoba há 28 anos, e começou como estagiário, depois trabalhou como técnico agrícola, e há sete anos foi convidado para assumir a gerência executiva, depois que conseguiu terminar o curso de administração de empresas. Os resultados de sua administração foram reconhecidos com a outorga do título de Cidadão Juazeirense. Ele prevê que diante de tanto crescimento e sucesso em Maniçoba, a municipalização pode ser o futuro do distrito. 

*Saiba o que é um Distrito de Irrigação

Em grande parte dos Perímetros de Irrigação – áreas implantadas pelo governo federal para exploração sustentável da agricultura irrigada – a Codevasf delega às organizações de produtores a responsabilidade pela administração, operação, manutenção e conservação desses empreendimentos agrícolas. 
Assim, essa nova organização passa a ser definida como um distrito de irrigação, que é uma associação civil de direito privado, sem fins lucrativos, constituída de irrigantes do perímetro irrigado, tendo por função principal, mediante delegação da Codevasf, a administração, a operação e a manutenção da infraestrutura de irrigação de uso comum, podendo realizar outras atividades (em caráter permanente ou transitório) de acordo com as demandas dos associados.
No distrito, as despesas são rateadas entre os associados e a participação é compulsória, desde que esse associado receba a água fornecida pelo próprio distrito. Em alguns casos, algumas despesas do perímetro são custeadas pelo distrito por meio da arrecadação de tarifas de fornecimento de água para cada lote agrícola. O gerenciamento da organização é feito por meio da contratação de um técnico capacitado e experiente nas atividades de operação e manutenção de perímetros irrigados.
Como o governo federal, por meio da Codevasf, é o proprietário da infraestrutura de uso comum, como canais, drenos, estradas, estações de bombeamento, entre outros, constantemente são realizados investimentos para melhoria do funcionamento de todas essas estruturas, principalmente no que se refere à economia de água e energia, com o objetivo de diminuir os custos de operação e manutenção. Entre os objetivos, está o de fazer com que os resultados positivos obtidos nos perímetros irrigados continuem a evoluir nos próximos anos.
Entre as vantagens da criação de um distrito de irrigação dentro de um perímetro irrigado, estão a gestão democrática; a administração com bom nível gerencial e técnico desde o princípio; a possibilidade de participação dos órgãos públicos quando solicitados e a adaptação às demandas dos irrigantes. 

Distritos de Irrigação no norte da Bahia 

Dos cinco perímetros irrigados implantados pela Codevasf na região norte da Bahia, área de atuação da 6ª Superintendência Regional, sediada em Juazeiro, quatro já possuem distritos administrativos: 
1. Associação dos Usuários do Perímetro Irrigado Tourão – Aupit; 
2. União dos Produtores do Perímetro Irrigado de Curaçá – Upropic e o Distrito de Irrigação Curaçá – DIC, duas organizações administrativas pertencentes ao Perímetro de Irrigação Curaçá; 
3. Distrito de Irrigação de Maniçoba – DIM;
4. Distrito de Irrigação do Perímetro Irrigado de Mandacaru – Dimand.
Os perímetros irrigados de Glória, Rodelas e Pedra Branca, integrantes do Sistema Itaparica, na região de Paulo Afonso, implantados pela CHESF e repassados através de Termo de Cooperação à Codevasf. O Perímetro de Irrigação do Salitre, em Juazeiro, ainda está em fase de implantação.


Fonte: Codevasf

Governo federal e GDF preparam 8º Fórum Mundial da Água

Encontro será realizado em Brasília, em 2018; o acesso à água para consumo humano e para agricultura será um dos temas centrais dos debates.

O governo federal é parceiro do Governo do Distrito Federal (GDF) na organização do 8º Fórum Mundial da Água, que será realizado em março de 2018, em Brasília (DF). São esperados cerce de 30 mil participantes de todas as partes do mundo. Ministérios como Integração Nacional, Relações Exteriores, Meio Ambiente e Cidades, entre outros, estão envolvidos na preparação do evento. Em reunião nesta quarta-feira (5/8), com o governador do DF, Rodrigo Rollemberg, e o presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga, o ministro Gilberto Occhi, do MI, lembrou que as ações para garantir o abastecimento de água para consumo humano e para a agricultura serão temas importantes dos debates do Fórum.
Occhi citou o Projeto de Integração do Rio São Francisco (PISF), executado pelo MI, que vai levar água para 12 milhões de habitantes de 390 cidades nordestinas dos estados de Pernambuco, Ceará, Paraíba e Rio Grande do Norte. "Estamos trabalhando para entregar o Projeto de Integração do Rio São Francisco para melhorar a oferta de água na região Nordeste. Além disso, estamos cuidando da revitalização do São Francisco, desde a nascente, em Minas Gerais", explicou.
A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Paranaíba (Codevasf) já investiu R$ 1,7 bilhão na recuperação das nascentes e em obras de saneamento ambiental ao longo do rio. Em 2015, estão sendo aplicados mais R$ 130 milhões nessas ações. "Além disso, o governo federal está elaborando um plano de revitalização do rio para os próximos dez anos", acrescentou Occhi.
O governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, observou que Brasília ter sido escolhida para sediar a oitava edição do Fórum é motivo de honra. "Vamos avançar na política de desenvolvimento sustentável. E aproveitar para promover a mobilização das escolas, gestores e governos para um tema transversal que é a água", afirmou o governador. 
A união entre os governos também foi destacada pelo presidente do Conselho Mundial da Água, Benedito Braga. "O trabalho entre governo federal e do Distrito Federal é importante para que o Fórum possa cumprir a missão de elevar o tema da água, além de discutir questões técnicas e políticas", disse Benedito Braga. 
Participaram da reunião, a Presidente da Câmara Legislativa do Distrito Federal, deputada Celina Leão (PDT), diretor executivo do Conselho Mundial da Água, Fraser Macleod, o secretário adjunto de Ciência e tecnologia do Distrito Federal, Oskar Klingl, o diretor-presidente da Agência Reguladora de Água, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Vinicius Benevides, Secretário de Turismo do Distrito Federal, Jaime Recena, diretor-presidente da Agência Nacional de Águas (Ana) Vicente Andreu, diretor da área de hidrologia da, Ney maranhão, entre outros.

Conselho Mundial da Água

O 7º Fórum Mundial da Água foi realizado em abril em Daegu e Gyeongbuk, Coréia do Sul, com mais de 20 mil participantes. A escolha de Brasília para sediar o 8º Fórum Mundial da Água ocorreu em fevereiro deste ano, durante a 51ª Reunião dos Governadores do Conselho Mundial da Água. A capital federal venceu a disputa com Copenhague (Dinamarca).
O Conselho Mundial da Água é uma organização internacional composta por representantes de governos, academias, sociedade civil, empresas e organizações não governamentais. A sede permanente do conselho fica na cidade de Marselha, na França. Sua estrutura é constituída por um Comitê Mundial formado por 36 governadores, dos quais quatro são brasileiros. O Brasil tem, atualmente, 45 membros no Conselho Mundial da Água.


Fonte: Ministério da Integração Nacional

Cidade goiana ganha destaque pelo uso correto da água na irrigação

Uma cidade do interior de Goiás, com pouco mais de 52 mil habitantes, vem ganhando notoriedade no cenário do agronegócio nacional pelo uso sustentável da água para irrigação agrícola, por meio da construção de barragens individuais e coletivas.
Localizada a 288 quilômetros de Goiânia, capital do Estado, e 131 de Brasílai (DF), Cristalina tem sido exemplo para o Brasil e para a América Latina, principalmente porque há tempos seus produtores rurais despertaram para a possibilidade de, um dia, faltar água. E isso foi por volta do ano de 1986, quando nem se falava em crise hídrica no País.
Quase três décadas se passaram e hoje cerca de 140 agricultores da região comemoram o fato de terem passado praticamente ilesos pelo problema da falta de água, que atingiu principalmente a região Sudeste do Brasil. E as ações foram simples, conforme relata o produtor e presidente do Sindicato Rural de Cristalina, Alécio Maróstica.
“Há muitos anos, passávamos por períodos preocupantes de seca, entre maio e setembro, que obviamente antecediam as chuvas, de outubro a abril. Sempre nos perguntávamos sobre o que fazer com aquilo que escorria na terra e não era aproveitado. A partir disso, fomos pesquisar, pedir assistência técnica e, em seguida, iniciamos as construções de barragens nas propriedades rurais, que servem para acumular água das chuvas”, relata.
“Hoje temos mais ou menos 52 mil hectares irrigados desta maneira, com algo em torno de 680 pivôs centrais em pleno funcionamento”, informa.
Maróstica explica que as barragens mantêm os pivôs funcionando, o que garante o fluxo de água no sistema, que vai direto para o campo, favorecendo a pecuária e as mais de 40 culturas agrícolas do município, entre soja, milho, algodão, frutas, legumes e verduras variadas.

O SISTEMA

Diante da indisponibilidade para aumentar a área plantada, a irrigação tem se tornado o melhor método para manter a produção agrícola em alta. Também é importante ressaltar que, segundo especialistas em agronegócio, os gastos com ela representam de 15% a 25% do custo total da produção, em média.
“Atualmente, Cristalina conta com 165 barragens, com três a quatro pivôs cada, algumas individuais e outras compartilhadas. Os resultados são fantásticos, pois, pelas informações que tenho, nossa cidade é a única do País a ter esse tipo de trabalho contínuo e em maior escala. Outras começaram a adotar este sistema de barragens recentemente, como Formosa (GO) e Unaí (MG)”, informa o presidente do Sindicato Rural.

CUSTOS

A intenção dos produtores rurais cristalinenses, segundo Maróstica, é elevar o espaço ocupado pela irrigação de 52 mil para 100 mil hectares. Mas para isso é necessário estender a rede de energia elétrica, por parte da Celg, companhia de abastecimento de Goiás. Além disso, ele ressalta que, sem crédito para o financiamento deste tipo de trabalho, o produtor rural precisa tirar o investimento do próprio bolso, se quiser construir as barragens, que não são nada baratas.
“O problema da falta de água no Brasil não é do recurso em si, mas de gestão, de uso correto, de armazenamentos e de investimentos. Só que o agricultor que pretende adotar práticas sustentáveis no campo nem sempre conta com a verba necessária. Uma barragem que reserva cinco milhões de metros cúbicos de água, por exemplo, se for construída individualmente, custará algo entre R$ 800 mil e R$ 1,2 milhão”, ressalta.
A este valor, ainda há um acréscimo de R$ 5 mil a R$ 12 mil para a implantação de um projeto de pivôs centrais. “Até hoje, só conheço um produtor, da cidade mineira de Unaí, que conseguiu financiamento para construir a própria barragem”, comenta.

CAPTAÇÃO

“Sabemos que há produtores rurais que, sem recursos para construir as barragens em suas propriedades, ainda captam água direto dos rios. Mas isto é um prejuízo para todos nós, pois um dia essa água vai secar, se o uso for feito de forma indiscriminada”, alerta.
Como alternativa para aqueles agricultores que não têm dinheiro para construir a própria barragem, Maróstica sugere o sistema de compartilhamento com propriedades vizinhas.
“Hoje, em nossa região, 30% das barragens são compartilhadas, que contam com 10 a 15 irrigantes.”
A cidade de Cristalina é banhada pela Bacia de São Marcos, que abastece o Rio Paranaíba, assim como o Corumbá, além do Rio Preto, que abastece o Rio São Francisco.
Maróstica ainda informa que a região é cercada por 266 rios e veredas e, mesmo assim, persiste a preocupação contínua com o abastecimento de água hoje e no futuro.
“Passamos ilesos pela crise hídrica, mas não podemos descuidar, pois a água é, sim, um bem esgotável.”


Fonte: Irrigacao.net

Investidores discutem potencial produtivo do Canal do Sertão

Encontro aborda questões como o aproveitamento de áreas irrigadas e fornecimento de energia.

O governo Renan Filho tem como uma das prioridades estabelecer o bom uso da água do Canal do Sertão. Para isso, órgãos ligados à pasta da Agricultura discutiram essa semana o potencial produtivo dessas áreas, a logística e o fornecimento de energia para os empreendimentos do entorno. O encontro da Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa), reuniu empresários, produtores rurais, instituições financeiras, técnicos e consultores para debater essas perspectivas de investimento nas áreas irrigadas pelo Canal do Sertão.
Em um primeiro momento, os empresários receberam informações sobre a estrutura e o funcionamento do Canal desde Delmiro Gouveia até Arapiraca, onde deverá ser concluída a obra de250 quilômetros de extensão. Três perímetros irrigados destinados à agricultura familiar foram definidos pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do Parnaíba e São Francisco (Codevasf) e outros dois estão em fase de estudos. Os estudos apontam, nessas áreas, um grande potencial para a fruticultura, horticultura, ovinocaprinocultura, produção de grãos e criação de gado leiteiro, além de outras atividades.
De acordo com o superintendente de Irrigação e Unidades Avançadas da Seapa, Silvio Romero, o custo de operacionalização do primeiro perímetro irrigado, no município de Pariconha, foi calculado em R$ 90 milhões, incluindo a instalação de infraestrutura hídrica e a desapropriação das terras para construção dessa mesma infraestrutura, de estradas e unidades de apoio ao produtor. “É muito difícil que esse recurso venha do Governo Federal. Por isso, o Governo do Estado conta com a iniciativa privada para tornar viável a operacionalização dos perímetros irrigados. O Canal, por si só, não se justifica. É preciso que ele seja fonte de receita para o Estado, que sirva para aumentar a produção rural e garantir o sustento das famílias que vivem na região”, lembra Romero.
O secretário de Agricultura, Álvaro Vasconcelos, ressalta a prioridade dada pelo Governo do Estado para transformar o Canal do Sertão em uma ferramenta para o desenvolvimento da região, com o incremento da produção agrícola e o foco na agricultura familiar. “O governo vai desapropriar apenas as terras para instalação de infraestrutura. O investidor terá que comprar as terras de quem quiser vender. Quem vai pagar a conta do Canal do Sertão é o investidor, e ainda assim ele terá lucro”, afirma Vasconcelos.
Na avaliação do empresário Alberto Cabús, sócio da indústria Fika Frio, o Canal do Sertão, tendo seu potencial bem utilizado, poderia gerar uma “revolução” produtivaem Alagoas. A FikaFrio, de acordo com Cabús, possui hoje uma unidade de processamento de frutas com capacidade para 7 mil toneladas ao mês, e se prepara para inaugurar outra unidade, com capacidade para processar 50 mil toneladas de frutas por mês. “O Canal pode ser a redenção econômica para Alagoas. Acredito que a agricultura familiar na região do Canal possa obter ótimos resultados se trabalhar o modelo de cooperativismo com afinco. Esta é uma grande oportunidade para melhoria de vida de milhares de pessoas”, disse o empresário.

Produção de sementes

Outra potencialidade do Canal do Sertão apontada pelos empresários presentes à reunião de sexta-feira refere-se à produção de sementes nas áreas irrigadas. Para o empresário Everaldo Tenório, com a obra, Alagoas poderá se transformar em um polo produtor para o Nordeste e outras regiões do país. “O período de produção de sementes em Alagoas é o período da entressafraem outros Estados, o que nos favorece. Podemos vender sementes de algodão, milho e soja a preços competitivos”, disse Tenório.
O empresário lembrou que, em março, foi inaugurado em Sergipe um terminal de embarque de grãos. Essa unidade, de acordo com Tenório, fica300 quilômetrosde distância das áreas onde existe produção de soja em Alagoas. “Em nenhum outro lugar do Brasil as plantações de soja ficam tão próximas de um porto. São distâncias de até 2 mil quilômetros. E o Canal do Sertão tem uma localização espetacular, o que reduz bastante o custo logístico da soja produzida em Alagoas”, ressalta.
A preocupação com o escoamento da produção das áreas do Canal também foi abordada pelo secretário de Agricultura Álvaro Vasconcelos. “O governador Renan Filho tem buscado recursos para modernizar o Porto de Maceió, pensando exatamente na produção futura do Canal do Sertão. Os investidores do Canal podem ficar certos de que o Governo do Estado vai contribuir da forma que puder para solucionar os gargalos que surgirem”, garante o secretário.
Com relação ao cultivo de soja, segundo Everaldo Tenório, na última safra foram produzidas no Estado 10 mil toneladas de grãos em aproximadamente200 hectarescultivados. “Mas podemos cultivar a soja, tranquilamente, em até 100 mil hectares de terra, com a certeza de comercialização”, diz o empresário.

Energia

Uma das características do Canal do Sertão, destacada pelos técnicos e consultores durante a reunião de sexta-feira, é o fato de não haver gasto de energia para o transporte da água, feito inteiramente por gravidade, com exceção do trecho de elevação de36 metrosna captação da água na Barragem de Moxotó. Esse aspecto interfere no preço do metro cúbico da água vinda do Canal, um dos pontos que preocupam os possíveis investidores.
Ainda no sentido de baratear as despesas com energia, o empresário Gelson Cerutti, da Pure Energy, que participou do encontro de sexta-feira, sugere a instalação de placas solares para geração de energia renovável a ser utilizada pelos projetos às margens do Canal. De acordo com o secretário de Estado dos Recursos Hídricos, Alexandre Ayres, a pasta, responsável pela gestão do Canal do Sertão, também tem elaborado estudos, junto à Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz), no sentido de garantir tarifas de energia diferenciadas para os empreendimentos instalados ao longo da obra.
“Vamos incentivar as fontes renováveis de energia, mas também trabalhamos para garantir uma tarifa diferenciada a quem optar por investir no Canal do Sertão. Esse é um compromisso do governador Renan Filho. Os estudos estão sendo feitos para que esses incentivos aconteçam de forma eficaz e coerente, para que o Canal traga retorno financeiro para o Estado”, disse Ayres.


Fonte: Irrigacao.net

Com planejamento e gestão, crise hídrica pode chegar ao fim, diz pesquisador

“Com planejamento e gestão não há crise hídrica.” É o que garante Lineu Neiva Rodrigues, pesquisador da Embrapa Cerrados e coordenador da rede Agrohidro. Para ele, o atual problema não é consequência apenas de fatores climáticos, é também uma falha de gestão e planejamento.
“É importante aprender com os erros do passado e aproveitar o momento para planejar um futuro melhor, que consiste necessariamente em tratar a água como um bem estratégico para País”, ressalta.
Neste contexto, em sua opinião é necessário integrar a Política Nacional de Recursos Hídricos (PNRH) com as demais políticas públicas.
“É fundamental definir as prioridades de uso da água, levando-se em consideração as necessidades básicas do País e as especificidades de cada região”, orienta Rodrigues.
Para ele, “é difícil que a sociedade compreenda por que o Brasil, um país privilegiado em termos de recursos hídricos, tem enfrentado falta de água em várias regiões”.
“Ao mesmo tempo, também é difícil para a sociedade entender que produzir alimento demanda água. Na verdade, a água é de grande importância para todos os setores da sociedade e atender a todos os usos e usuários requer um intenso trabalho de planejamento e gestão dos recursos hídricos.”

DEMANDAS

De acordo com o pesquisador, as demandas por água são múltiplas e vêm de variados setores da sociedade, todos eles importantes. Em situação de escassez hídrica, afirma Rodrigues, em que a disponibilidade de água é limitada e geralmente insuficiente, os usos (urbano, rural, animal, irrigação, industrial ou elétrico) devem ser muito bem quantificados e equacionados.
A essas demandas setoriais, é preciso ainda acrescentar a demanda ecológica. “Ou seja, é preciso manter no rio uma quantidade de água mínima capaz de manter as funções oferecidas pela água, garantindo as condições mínimas de manutenção de ecossistemas aquáticos.”
Rodrigues chama a atenção para o fato de que a gestão dos recursos hídricos deve ser feita considerando-se a bacia hidrográfica como unidade territorial de referência.
“A bacia hidrográfica é uma área onde toda precipitação recebida escoa para um rio principal ou seus afluentes. Ela pode ter diferentes formas e tamanhos. Em síntese, todos nós vivemos em uma bacia hidrográfica.”

DISPONIBILIDADE

Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados, estima-se que cerca de 70% da superfície terrestre seja coberta com água e que o volume de água existente seja em torno de 1.4 bilhão de quilômetros cúbicos.
“Essa quantidade de água é praticamente constante. Ou seja, em escala global, não varia com o tempo. Infelizmente, nem toda essa água está prontamente disponível para uso. Os oceanos concentram 97,5% da água existente no planeta.”
Rodrigues ainda informa que, da porção referente à água doce – os 2,5% restantes –, 76,8% estão nas calotas polares e geleiras; 22,7% são águas subterrâneas e 0,5% restante vem de outras fontes, incluindo 3,5% dos rios.
“Essa quantidade, entretanto, é suficiente para atender às múltiplas demandas hídricas da sociedade.”
Com relação ao Brasil, Rodrigues afirma que o País detém cerca de 12% das reservas mundiais.
“O problema com esse número é que ele pode conduzir, de maneira equivocada, a uma análise simplista de que o Brasil é um país privilegiado em termos de disponibilidade hídrica. Esta afirmativa, entretanto, é relativa, pois depende da região analisada, uma vez que a distribuição geográfica desses recursos no país é bastante irregular.”
Apesar de, em escala global, a quantidade de água ser constante, há conflitos. No entanto, Rodrigues explica que localmente é muito variável.
“A água existente na Terra está sempre em movimento. A maior parte se movimenta muito lentamente, mas a porção que está mais disponível para nosso uso, que são as águas superficiais, tem variações significativas em períodos de tempos curtos – dias, semanas ou meses.”
Ela também destaca outro aspecto importante: o fato de que, na maior parte das regiões, as demandas são crescentes.
“Os conflitos surgem sempre que a demanda for maior que a oferta, a gestão não for adequada e os usos prioritários não estiverem bem definidos na bacia hidrográfica.”
Em sua opinião, “para compreender a dinâmica da água, é muito mais interessante analisar seu comportamento, em seus diferentes compartimentos (solo, atmosfera, etc.), pois desta forma é possível incluir o ciclo hidrológico na análise, trazendo uma visão de renovação da água e não de aumento da sua quantidade”.

IRRIGAÇÃO

Para o pesquisador da Embrapa Cerrados, a humanidade pode viver sem muitas das coisas que existem hoje, mas não pode viver sem água e alimento.
“O desafio é produzir alimentos de forma sustentável e em quantidade suficiente, em um mundo cada vez mais complexo, com uma população que, em 2050, estará em torno de 9,1 bilhões de pessoas, demandando alimentos cada vez mais diferenciados e de melhor qualidade.”
Dentro deste contexto, Rodrigues acredita que a irrigação desempenhará um papel cada vez mais estratégico.
“Ela altera a forma como o solo é utilizado, possibilitando seu uso durante todo o ano, trazendo benefícios econômicos, sociais, ambientais e ainda a possibilidade de uma produção sustentável de alimentos.”
Ele ainda lembra que, até pouco tempo, a área potencial para irrigação no Brasil era de 30 milhões de hectares.
“Novo estudo publicado pela Secretaria Nacional de Irrigação, entretanto, atualizou este número e apresentou novo valor, na ordem de 61 milhões de hectares, o equivalente a dez vezes o tamanho da área irrigada atualmente.”
Segundo Rodrigues, estudos como este são importantes para orientar as políticas públicas voltadas para o segmento agropecuário, “fazendo-se necessário planejar e ter planos efetivos, além de fortalecer o setor privado, incentivar as indústrias de equipamento e capacitar produtores”.

CENÁRIO

No entendimento do pesquisador, o Brasil não está preparado para enfrentar este cenário, embora tenha todas as ferramentas e os conhecimentos necessários para fazer este crescimento de maneira ordenada e sustentável.
“Para enfrentar este desafio, precisamos de governança, envolver e integrar os diversos setores. É importante uma atuação em conjunto e uma visão estratégica por parte das instituições públicas e privadas. É fundamental que as ações sejam complementares e que não ocorram sobreposições. Não podemos esperar para reagir aos acontecimentos, temos que estar preparados para responder aos diferentes cenários.”
Conforme Rodrigues, “o fato é que utilizamos muito pouco dos nossos recursos hídricos, mas é preciso criar mais valor e bem-estar com os recursos disponíveis”.
“Isto não significa, é claro, incentivar a cultura do desperdício. É importante definir as prioridades de uso da água nas bacias e lançar um olhar mais atento para aquelas que já enfrentam problemas de disponibilidade de água.”
Rodrigues ainda avalia que a gestão dos recursos hídricos é fundamental para que os demais setores tenham segurança hídrica.
“Embora a situação hídrica seja confortável na maior parte do País, é importante não perder de vista a eficiência de uso da água nas diversas atividades. Com planejamento e gestão dos recursos hídricos, não haverá crise hídrica.”


Fonte: Irrigacao.net

Seleção de consultor para avaliar projeto Água: Conhecimento para Gestão recebe inscrições

A Agência Nacional de Águas (ANA) receberá até 28 de agosto inscrições para seleção de consultor para avaliar as atividades e os resultados do projeto Água: Conhecimento para Gestão. Os candidatos devem ter nível superior completo há pelo menos dez anos e devem ter pós-graduação em avaliação ou gestão de projetos. Também é exigida dos candidatos uma experiência de pelo menos dez anos em gestão e/ou avaliação de projetos.
Os interessados em participar da seleção deverão manifestar interesse através do site do Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura (IICA) –http://www.iicabr.iica.org.br/pessoa-fisica – com cadastramento e anexação do currículo. Os cadastros realizados sem o currículo em anexo serão desconsiderados. Para mais informações, acesse: http://interaguas.ana.gov.br/Paginas/Licitacao.aspx.
Com duração de 180 dias, o contrato prevê que o consultor deverá entregar uma proposta metodológica e cronograma, apresentando estratégias, metodologia e cronograma de viagens, reuniões e entrevistas. Outro produto previsto é um relatório com as informações consolidadas em texto e banco de dados contendo planilhas e mapas temáticos. O terceiro produto a ser entregue é o relatório final de avaliação de gestão, comunicação e capacitação.
O consultor poderá trabalhar em qualquer lugar do Brasil ou do exterior, mas deverá se deslocar a Brasília e Foz do Iguaçu (PR) para as reuniões de trabalho com representantes da ANA, da Fundação Parque Tecnológico de Itaipu (FPTI) e da Itaipu Binacional.

O Projeto

O projeto Água – Conhecimento para Gestão é um convênio entre ANA, FPTI e Itaipu com objetivo de desenvolver ações de comunicação, mobilização social, capacitação e educação para a gestão de recursos hídricos no Brasil e países da América Latina.
Há 34 cursos gratuitos semipresenciais, a distância e autoinstrucionais disponíveis no catálogo, que já capacitaram mais de 10 mil pessoas de todas as unidades da Federação e também de todos os países da América Latina – em espanhol, são oferecidos 11 cursos. Para se inscrever e saber mais sobre as capacitações disponibilizadas pelo projeto, acesse http://www.aguaegestao.com.br/.


Fonte: ANA

Workshop debate uso da água na agropecuária brasileira

A irrigação e o uso da água para animais correspondem a 83% da água consumida no País, segundo o relatório de Conjuntura dos Recursos Hídricos no Brasil, da Agência Nacional de Águas (ANA). Dada a importância da demanda de recursos hídricos para a agricultura e a pecuária, acontece nesta segunda-feira, 3 de agosto, o workshop Uso de Recursos Hídricos na Agropecuária Brasileira – Plataforma de Dados Técnicos: Construção, Harmonização e Decodificação.
Organizado pela ANA, pela Embrapa Cerrados e pelo Instituto Fórum do Futuro; o evento reúne especialistas na sede da Agência, em Brasília, para debater a base de dados técnicos que serve de referência para o uso da água na agropecuária nacional. Os participantes também discutem alternativas de alinhar e sistematizar os dados sobre água utilizados pelo setor agropecuário para facilitar e favorecer os debates que cercam os cenários de aumento da demanda por produção de alimentos, da intensificação dos processos sustentáveis e dos obstáculos colocados pelas perspectivas de mudanças climáticas.
Durante o workshop os participantes também analisam os dados disponíveis para atualizar a interpretação do ciclo hidrológico nas sub-bacias, onde acontecem a agricultura irrigada e de sequeiro. Para tornar didático o tema para a sociedade, os especialistas discutem a harmonização de conceitos, parâmetros, nomenclaturas e significados sobre o uso da água na agropecuária.
Numa das apresentações o superintendente de Planejamento de Recursos Hídricos da ANA, Sérgio Ayrimoraes, abordou a conjuntura dos recursos hídricos no Brasil. Em sua fala, Marco Neves, especialista em recursos hídricos da Agência, abordou o sistema de contas ambientais e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. A última apresentação foi sobre conceitos e Projeto de Decodificação de Dados Complexos (PDDC). O pesquisador da Embrapa, José Roberto Peres, e dois representantes do Instituto Fórum do Futuro (Paulo Romano e Fernando Barros) trataram do tema.


Fonte: ANA

Alto custo da energia elétrica muda rotina de agricultores em Minas Gerais

Culturas que consomem mais água foram substituídas para diminuir gastos. Produtores estão pagando em média 56% a mais pela energia, diz Cemig.

Os pivôs de irrigação estão trabalhando menos em Minas Gerais. Culturas que exigem mais água foram substituídas. O aumento da energia elétrica forçou os agricultores a mudar a rotina das propriedades. Uma realidade que preocupa também quem lida com leite.
Em uma fazenda em Monte Alegre de Minas, no Triângulo Mineiro, a ordenha é mecanizada e dois motores ficam ligados o tempo inteiro para que o leite resfriado permaneça na temperatura ideal. Os ventiladores também funcionam sem parar. Do lado de fora, mais gastos com a plantação irrigada.
Manter esses sistemas funcionando têm pesado no bolso do produtor. “A gente fica retraído e com medo de fazer um investimento maior. Então, certamente vamos ter uma lavoura, vamos plantar novamente, mas com um nível tecnológico um pouquinho menor”, avalia João Carlos Semenzini, agricultor.
Em outra propriedade em Iraí de Minas, a irrigação também virou dor de cabeça para o produtor. Segundo a Companhia de Energia Elétrica de Minas Gerais, a Cemig, desde o início o ano os produtores rurais estão pagando em média 56,50% a mais.
Esse cenário obrigou o agricultor Matias Michels a repensar o planejamento da fazenda. Onde tem milho deveria ter feijão. “Por causa do alto custo da energia nós optamos por plantar milho em cima de milho. Apesar de não ser recomendado agronomicamente, nós fixemos isso para baixar o custo da fazenda. Então, essa lavoura de milho, nós praticamente não irrigamos. Ele foi plantado em fevereiro, enquanto que o feijão eu só posso plantar a partir do mês de março, justamente onde o clima fica mais seco e exige mais irrigação”, explica o agricultor.
O feijão é a principal cultura irrigada na fazenda, mas teve a área reduzida em 75%. Além do milho, ganham espaço na propriedade o trigo e a ervilha, que precisam de menos água, mas têm um rendimento menor.
“Comparando a cultura de feijão em condições normais, com a do milho e a ervilha, temos uma perda de faturamento em torno de 50%. Vamos esperar o país entrar na normalidade de novo, para voltar a produzir, porque na condição que está hoje está impossibilitando da gente produzir em área irrigada”, diz o agricultor.


Fonte: Globo Rural

PR: O potencial do leite na agricultura familiar


Na propriedade El Shaddai, no bairro Corredeira, do produtor Matias Binello Gassner, 42 anos, em Tomazina, o inverno não trouxe grandes prejuízos ao pasto, garantindo alimento e produtividade para as suas 20 vacas leiteiras das raças jersey e jersey-holanda, obtendo em média 12 litros/vaca. Há quase um ano ele conta com um sistema de irrigação em um dos nove hectares da sua propriedade que tornou possível driblar o inverno até agora. Além de plantar a variedade de grama Tifton 85, mais resistente, ele seguiu à risca as recomendações técnicas de fazer a sobressemeadura de aveia e azevém no pasto nos períodos mais frios, além de complementar com ração balanceada (incluindo silagem de milho e capim napier). 
Animado com os os bons resultados, ele chegou a erradicar dez mil pés de café para se dedicar exclusivamente à pecuária leiteira e já prevê a compra de mais dez vacas para conseguir produzir 500 litros/dia. Até mesmo o antigo terreiro de café tem um novo destino: servirá para a nova sala de ordenha feita de alvenaria, que deverá ficar pronta até o final do ano, orçada em R$ 10 mil. Há dois anos ele possui um resfriador próprio de 1.200 litro. "Os resultados estão sendo excelentes e acho que vale a pena investir no setor. Hoje todo sitiante tem que pensar como um microempresário e procurar se profissionalizar cada vez mais", afirma o produtor, exemplo típico de agricultura familiar em que, além dele, colaboram com o manejo da propriedade a esposa Jane e as filhas Júlia e Juliana, de 13 e 9 anos respectivamente, nas horas vagas, após voltarem da escola.
Ele é um dos quase 500 pequenos produtores selecionados de 24 municípios da região que estão se beneficiando de uma série de incentivos - conforme as necessidades priorizadas -, por meio do projeto "Apoio à Pecuária Leiteira na Agricultura Familiar no Norte Pioneiro" resultante de convênio entre a Secretaria Estadual da Agricultura e do Abastecimento (Seab) e os ministérios da Agricultura e do Desenvolvimento Agrário. O projeto está orçado em R$ 5 milhões. Parte dos recursos são provenientes de emendas parlamentares do ex-deputado federal Abelardo Lupion, com contrapartida do Governo do Paraná. Segundo dados da Seab, o Estado envolve mais de 115 mil produtores de leite, que produziram mais de 4,6 bilhões de litros de leite no último ano – a produção da região do Norte Pioneiro é atualmente de 5% desse total, envolvendo 5 mil produtores. O Paraná é o terceiro produtor nacional de leite, seguido do Rio Grande do Sul (2º) e Minas Gerais (1º).

Passo a passo

O projeto, iniciado há dois anos, tem contemplado capacitação de técnicos do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) e dos produtores com pesquisadores especialistas na área, fornecimento de insumos (adubos e sementes, entre outros), irrigação e, mais recentemente, o repasse de equipamentos, como forma de apoiar grupos de pequenos produtores: 22 carretas basculantes, 15 tratores, 25 resfriadores de leite com capacidade de 1.000 litros cada um, distribuidor de esterco, nove grades aradoras, 20 ensiladeiras e 20 distribuidores de fertilizantes. "O Norte Pioneiro não tem tradição de ser uma referência na produção leiteira, mas há potencial para isso. O projeto visa aumentar a qualidade e produtividade do leite a um custo menor. A irrigação é um dos recursos que pode fazer a diferença nesse sentido, já que permite que haja alimento no inverno sem tanto investimento com a complementação alimentar", destaca Sidney Barros Monteiro, coordenador regional de projetos da Emater de Santo Antônio da Platina.
"Há dois anos, a produção diária da nossa região era de 360 mil litros/dia, mas agora já estamos chegando a 500 mil/dia. A nossa meta é chegar em dois anos a 1 milhão de litros/dia", acrescenta. Além de melhorar a produtividade e a qualidade do leite norte-paranaense, uma próxima etapa do projeto deve envolver a aproximação com as indústrias de beneficiamento do leite. "É preciso uma maior integração entre o setor, até para que possamos firmar parcerias para um acompanhamento técnico constante desse processo e a valorização do pequenos produtores que fazem esse tipo de investimento", pontua. "Com mais qualidade de vida, o produtor tende a querer permanecer na área rural e já estamos vendo filhos que antes estavam morando na cidade retornarem para trabalhar na área rural da família", conclui.

Investindo na irrigação

Apesar de não ser tradição na nossa região, irrigar as áreas de pastagem pode ser uma alternativa em prol do custo/benefício da produção de leite. No caso do produtor Matias Gassner, o projeto custeou os R$ 7 mil que teria gasto para viabilizar a irrigação em um hectare da sua propriedade. Seguindo as orientações do médico veterinário Henio Augusto Lemes Queiroz, que é lotado na Prefeitura, mas conveniado com a Emater, a área irrigada já foi dividida em 12 piquetes de 18 X 80 metros (ao todo, serão 36) para permitir o rodízio da pastagem. Em cada piquete, há seis aspersores de água. "Antes, eu fazia as coisas por conta, do jeito que eu achava que estava certo, mas com a orientação adequada estou vendo na prática melhores resultados", garante. "O nosso objetivo é refinar o manejo da irrigação, com mais dados sobre quando, como e quanto fazer. Em breve, receberemos um aparelho (irrigâmetro) que avalia a quantidade de água evaporada e infiltrada no solo. A nossa ideia é que essa propriedade possa servir de modelo de referência e incentivo aos outros produtores", pontua Queiroz.
O projeto beneficia 24 municípios: Abatiá, Barra do Jacaré, Cambará, Carlópolis, Conselheiro Mayrink, Curiúva, Figueira, Guapirama, Ibaiti, Jaboti, Jacarezinho, Japira, Joaquim Távora, Jundiaí do Sul, Pinhalão, Quatiguá, Ribeirão Claro, Salto do Itararé, Santana do Itararé, Santo Antônio da Platina, São José da Boa Vista, Siqueira Campos, Tomazina e Wenceslau Braz.


Fonte: Cenário MT

Alternativa mais saudável de tomate chega a mercados do Rio de Janeiro

Consumidores no Rio de Janeiro, poderão comprar, a partir da semana que vem, tomates sem resíduos de agrotóxico. O sistema Tomatec (tomate ecologicamente cultivado) é desenvolvido pela Embrapa e, inicialmente, o produto será distribuído pela Rede Zona Sul de supermercados.
A ideia, contudo, é expandir a venda para outras redes varejistas fluminenses e também a supermercados de outros estados, disse à Agência Brasil o engenheiro agrônomo Adoildo Melo, da Embrapa Solos, um dos criadores do sistema. "É um tomate como os outros, mas que usa alta tecnologia e não tem resíduo de agrotóxico nele”, disse.
Um dos focos é a conservação do solo com plantio direto e rotação de culturas, ou seja, com manejo adequado para não degradar o solo. O sistema prioriza também a eficiência de água. “Nós usamos um sistema de irrigação que utiliza somente a água que a planta precisa, sem desperdício algum, por meio de gotejo”.
A adubação é feita através da fertirrigação: aplicação de fertilizantes na água de irrigação. Com isso, a planta recebe o nutriente de que necessita, ao mesmo tempo em que é irrigada. A produção do tomate ecológico envolve também o manejo integrado de pragas. “Só se faz uma aplicação de agrotóxico quando realmente há necessidade e a praga pode afetar toda a produção da lavoura. Não se aplica aleatoriamente, como é comum ocorrer”.
O quinto princípio é o plantio vertical (tutoramento vertical), em substituição ao método tradicional de plantio em forma de pirâmide, que facilita uma eventual pulverização em 100% da lavoura. Outro diferencial na produção dos tomates ecológicos é o ensacamento da penca do fruto. De acordo com Adoildo Melo, isso permite que, desde a flor, o fruto fique protegido contra pragas e contra qualquer veneno que seja utilizado. “Por mais que se pulverize a planta, esse veneno não chega no fruto. Por isso, o tomate é ecologicamente cultivado, com todo esse manejo e, no final, temos um fruto sem resíduo de agrotóxico”, disse. Isso é comprovado por análises da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), que acompanha o sistema há bastante tempo.
O sistema Tomatec, que é patenteado pela Embrapa, começou na década de 1990, no município de Paty do Alferes, centro-sul fluminense e, com a evolução dos estudos, passou por outras cidades, como São José de Ubá, São Sebastião do Alto, Nova Friburgo. O tomate usado nas pesquisas é o do tipo italiano, muito usado em saladas e que tem boa aceitação também em restaurantes.
O engenheiro agrônomo destacou que, para o consumidor, o tomate ecológico é uma opção mais saudável e uma alternativa sadia ao tomate orgânico, que é mais caro.
Além disso, o sistema Tomatec atende a questões de segurança alimentar, em razão da maior oferta durante todo o ano. “É um produto diferenciado. Ele não veio concorrer com o orgânico, que já tem o seu mercado. É uma alternativa", disse.
A Embrapa Solos tem hoje cerca de 14 mil pés de tomate produzidos com a técnica Tomatec em São Sebastião do Alto, região serrana fluminense, onde haverá um dia de campo neste sábado (1º/8) para quem quiser conhecer de perto a produção. Nesse dia, técnicos da Embrapa Solos mostrarão o passo a passo para se produzir um fruto de qualidade com o selo Embrapa. O projeto é apoiado pela Secretaria de Estado de Agricultura do Rio de Janeiro.


Fonte: EBC

Seca no Nordeste prejudica produtores em áreas irrigadas

Com o baixo nível do Açude Pereira de Miranda, os produtores de coco no perímetro irrigado Curu-Paraipaba, na região metropolitana de Fortaleza, estão mantendo 40% da atividade, registrando queda de 60%. O açude era a principal fonte de água para irrigação. Agora, a atividade depende dos poços que alguns produtores conseguiram cavar para manter os coqueiros.
Dos 815 produtores que desenvolvem projetos na região, apenas 300 conseguem se manter com os poços. “O produtor está muito desanimado. Não há produção. O perímetro está em decadência por falta de água”, diz a presidenta da Associação do Distrito de Irrigação Curu-Paraipaba, Socorro Barbosa.
O Curu-Paraipaba é um dos quase 30 projetos irrigados, sob a supervisão do Departamento de Obras Contra as Secas (Dnocs), que sofrem as consequências da seca no Nordeste. De um total de 37 áreas produtivas distribuídas em seis estados, o órgão estima que 80% estão prejudicados pela falta de água para irrigação.
Perímetros irrigados são áreas com potencial hídrico, divididas entre produtores da região. Diante de cenários de estiagem e de reservatórios de água com capacidade reduzida, a prioridade é o consumo humano. “Temos ainda alguns projetos com produção. É um malabarismo muito grande mantê-los porque, quando você para um projeto desses, gera desemprego, falta produto no mercado e os preços sobem”, disse o diretor de Produção do Dnocs, Laucimar Loiola.
Loiola acrescentou que, quando um projeto é paralisado, há desestruturação dos produtores. “No momento, a situação é muito perversa para quem vive disso”, disse. Segundo ele, a situação hídrica nos perímetros irrigados está um pouco mais confortável no Piauí, onde há seis projetos.
Os prejuízos nos perímetros este ano ainda não foram contabilizados pelo Dnocs. No entanto, Loiola cita o desemprego como uma das conseqüências mais marcantes. “No Baixo-Acaraú [Ceará], uma empresa que atua no perímetro irrigado anunciou a demissão de cerca de 2 mil funcionários. Como não há produção, não há como mantê-los”, disse. Segundo Socorro Barbosa, os produtores passam por um problema adicional: a perda de mercado em estados onde vendiam a produção, como Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Bahia.
O diretor afirma que, no momento, não há muito a ser feito para minimizar os prejuízos decorrentes da falta de água. Solução adotada no perímetro irrigado Curu-Paraipaba foi a perfuração de poços. No entanto, ele explica que a vazão é baixa e a água tem pouca qualidade para a irrigação. “O Dnocs tem procurado perfurar poços, mas nosso potencial não consegue atender a todos os que precisam e o volume de recursos financeiros, diante da situação econômica do País, não é grande”, acrescentou.
Uma solução que vem sendo estimulada pelo Ministério da Integração e estudada pelo Dnocs é a conversão dos sistemas de irrigação antigos em sistemas mais modernos, sustentáveis e eficientes, com menor consumo de água. “O sistema usado no Curu-Paraipaba, por exemplo, já tem 40 anos. Gasta muita água. Estamos buscando modernizar esses sistemas para que, quando os reservatórios tiverem recarga, possamos usar a água de forma racional”, afirmou.


Fonte: EBC

Projeto de fruticultura irrigada no sul do Piauí já beneficia 13 municípios

O projeto de irrigação Marrecas-Jenipapo, que está sendo implantado pela Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba (Codevasf), no município de São João do Piauí, a 500 km de Teresina, foi tema da entrevista do presidente da companhia, Felipe Mendes.
Durante a entrevista, Mendes destaca a relevância do projeto para o estado e ressalta a importância da ampliação da área irrigada no Maranhão e no Piauí.
O projeto piloto está sendo instalado no Assentamento Marrecas onde os produtores rurais já cultivam uma área irrigada de aproximadamente 90 hectares irrigados, uma parte com o sistema de irrigação tipo aspersão, destinada a culturas temporárias como feijão, milho, abóbora e melancia e outra com microaspersão, dirigida principalmente à fruticultura, como mamão, goiaba e uva das variedades Itália melhorada, Benitaka e Brasil. Como a cultura de uva é destaque na região, elas são produzidas de forma escalonada, com produtividade de 27 toneladas por hectare.
Moradora do assentamento desde 1989, a agricultora Maria de Lourdes Pereira Souza, de 44 anos, conta que havia muita dificuldade para produção. Segundo a agricultora, na década de 90 o então superintendente da Codevasf, Hildo Diniz, incentivou uma experiência no assentamento com a água de um poço jorrante que havia no local, o segundo maior do estado.
“Com a ajuda da Codevasf, que me deu orientação técnica, eu comecei a cultivar goiaba, mesmo com a resistência da família, que não acreditava que desse certo. Trabalhei com minhas filhas e na primeira safra produzi cinco mil, depois dez mil, 15 mil, 20 mil. Provei para eles que dava certo”, comemora.
Hoje, ela e a família têm sete hectares irrigados, onde produzem uva de mesa e goiaba; e já plantaram melancia e maracujá. “Consegui reformar minha casa, comprar duas casas na cidade, comprar um carro zero km, moto, terreno e dei educação aos meus três filhos. Então se eu disser que o acompanhamento da Codevasf foi fundamental, eu estou falando a verdade”, ressalta.
Cerca de 200 famílias de produtores do assentamento serão diretamente beneficiadas, e 600 empregos indiretos serão criados no perímetro – que também terá reflexos sobre a economia de 13 municípios do seu raio de abrangência, os quais reúnem uma população de aproximadamente 80 mil pessoas. No momento, estão sendo implantadas as infraestruturas hídricas como canais, drenagem, estradas, rede de energia, reservatórios, unidades de bombeamento, limpeza da área e demarcação dos lotes. Quando concluído, serão mil hectares irrigados para fruticultura, distribuídos pelos produtores familiares que irão cultivar, cada um, uma média de cinco hectares.
São 13 os municípios que estão no raio de implantação do projeto: São João do Piauí, Simplício Mendes, Dom Inocêncio, Campo Alegre do Fidalgo, Coronel José Dias, Socorro do Piauí, Ribeiro do Piauí, Nova Santa Rita, Paes Landim, Capitão Gervásio, Bela Vista, Pajeú do Piauí e João Costa.


Fonte: Meio Norte

Conselho discute aproveitamento do Canal do Sertão

Os integrantes do Conselho Estadual de Desenvolvimento da Agricultura Familiar e Reforma Agrária (Cedafra) debateram, nesta terça-feira (28), durante reunião ordinária do colegiado, alternativas e sugestões no sentido de aperfeiçoar o modelo de operacionalização e aproveitamento produtivo do Canal do Sertão. O debate aconteceu na sede do Instituto de Inovação para o Desenvolvimento Rural Sustentável de Alagoas (Emater-AL).
De acordo com o superintendente de Irrigação de Unidades Avançadas da Secretaria de Estado da Agricultura, Pesca e Aquicultura (Seapa), Sílvio Romero, responsável pela apresentação do projeto aos integrantes do Cedafra, a ideia central do Governo do Estado é priorizar o agricultor familiar e a cultura produtiva local, incentivando o empreendedorismo e a permanência dos pequenos produtores em sua terra a partir do acesso à água.
“O projeto do primeiro perímetro irrigado, em Pariconha, já foi concluído pela Codevasf. Os outros dois perímetros, em Delmiro Gouveia e Inhapi, estão em fase de levantamento fundiário e estudo de topografia. Nesses dois casos, os projetos devem ser concluídos até dezembro deste ano”, disse o superintendente.
O secretário de Estado da Agricultura, Álvaro Vasconcelos, presidente do Cedafra, esclareceu dúvidas quanto à utilização do Canal por grandes investidores e afastou o receio de que qualquer agricultor familiar seja deslocado.
“Tudo está sendo feito no sentido de melhorar a qualidade de vida de quem esperou tantos anos por essa obra. O Governo trabalha os critérios de desapropriação, mas somente para operacionalizar os perímetros irrigados, que estão voltados à agricultura familiar. Não há possibilidade de retirada de pequenos agricultores para alocação de empresários. Esses empresários vão ter que comprar as terras, mas só de quem tem interesse em vender”, disse.
“A ideia do governador Renan Filho para o Canal do Sertão é que ele sirva de ferramenta para o desenvolvimento da região, impulsionando a produção e gerando empregos. Para isso, o pequeno agricultor vai continuar tendo prioridade nos programas de governo e nas parcerias voltadas para a agricultura familiar”, garantiu o secretário.
O Cedafra volta a discutir o funcionamento do Canal do Sertão nas próximas reuniões. Em agosto, o colegiado pretende ouvir os técnicos da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) sobre o modelo de gestão da obra. Em setembro, a pauta será a formalização do Comitê Gestor do Canal, criado pelo governador Renan Filho.
“Queremos elaborar um cronograma com os movimentos sociais e representantes das comunidades beneficiadas para que eles acompanhem essa discussão sobre os critérios de desapropriação e a distribuição das terras. Também pretendemos oficializar o Comitê Gestor para que ele fique responsável por buscar as respostas para as dúvidas que surgirem nesse processo”, explicou o presidente da Emater, Carlos Dias, secretário-executivo do Cedafra.


Fonte: Aqui Acontece

Governador discute parcerias para gestão do projeto Jacaré-Curituba

O futuro do projeto Jacaré-Curituba, maior assentamento da América Latina, apresentado como um novo modelo de ocupação de terras improdutivas, foi ponto de discussão na manhã desta terça-feira, 28, pelo governador Jackson Barreto, o secretário Nacional substituto de Irrigação, Antonio Carvalho, e representantes da Codevasf, Incra, Emdagro, MST e do projeto. Na ocasião, houve debate sobre a gestão compartilhada do território e como o projeto pode ser finalizado para continuar garantindo a manutenção e qualidade do trabalho de mais de 700 famílias.
De acordo com Jackson Barreto, existe uma preocupação por parte dos Governos Federal e Estadual no sentido de dar andamento ao Jacaré-Curituba, que está em fase final. Ele explica ainda que são necessários alguns ajustes e que a parceria entre o Incra e a Codevasf, órgãos envolvidos no projeto, e a administração pública são de fundamental importância.
“É preciso que haja um documento final de cessão para administração do projeto, não apenas por parte do Governo do Estado, que sozinho não tem condições de arcar, mas também com os próprios assentados. É um projeto importante e a Secretaria Nacional de Irrigação está aqui em Sergipe para fazer essa discussão de como concluir os trabalhos ao lado da Codevasf e do Incra. Ainda há necessidade dos investimentos do Governo Federal para que a iniciativa seja concluída. Quero que a gestão seja compartilhada por todos”, relatou Jackson.
A respeito da contribuição do Governo do Estado para a manutenção do projeto Jacaré-Curituba, o governador afirmou que houve um convênio de terras para beneficiar os assentados, assim como ajuda com despesas de energia elétrica. “Temos colaborado em todos os momentos. Este é um projeto muito grande e importante, o maior da América Latina de assentados da reforma agrária, e ainda essa semana estivemos lá para contribuir com a recuperação de bombas”.
O secretário de Estado da Agricultura, Esmeraldo Leal, também compareceu a reunião e destacou que o projeto do Jacaré-Curituba já está em processo de consolidação. “Já começamos a pensar em uma gestão compartilhada. O Governo do Estado tem cumprido seu papel, inclusive apoiando o projeto desde o início, ajudando na aquisição de terras, acompanhamento de profissionais, colocando uma equipe à disposição, e colaborado no custeio da energia. É lógico que, além da administração estadual, o Incra também deve reafirmar seu papel de parceria e a Codevasf possa continuar apoiando nesse processo. O Jacaré-Curituba tem uma história rica e muito bonita. Ele tem um potencial produtivo muito grande e pode ajudar muito mais o estado na produção do sertão”, comentou.
Para o superintendente regional do Incra, André Luiz Bonfim Ferreira, a reunião sobre o projeto foi positiva e todos os parceiros estão em busca de alternativas para colaborar com o assentamento. Ele conta ainda que foi montado um grupo de trabalho que, ainda esta semana, vai traçar estratégias a níveis federal, estadual e municipal. A ideia é que cada órgão atue dentro de sua competência, a exemplo do Incra, que age em questões fundiárias, e a Codevasf, que colabora com informações sobre irrigação.

Fase final do projeto

O secretário nacional substituto de Irrigação, Antonio Carvalho, explica que nesta fase final do projeto Jacaré-Curituba haverá formação de distrito de irrigação dos próprios assentados, que, dentro de um ano, assumirão a gestão do projeto sob a supervisão da Codevasf e do Governo do Estado. “Consideramos isso um treinamento em serviço, para que, em quatro anos, os assentados assumam definitivamente a gestão do projeto. Cada um desses atores que estão aqui assumiu parte de sua responsabilidade e vai ser assinado um termo de cooperação para gestão compartilhada entre o Governo do Estado, o Incra e a Codevasf”, disse.
De acordo com o superintendente da Codevasf em Sergipe, Said Shoucair, o projeto tem um custo anual de quase R$ 4 milhões e é através do trabalho em conjunto que os assentados poderão manter o Jacaré-Curituba. “Temos que somar esforços. O Governo do Estado tem realmente interesse em ajudar. Ele sempre está presente com técnicos apoiando os agricultores e existe uma parceria com a Codevasf. Agora precisamos de um apoio mais firme do Incra e do Ministério do ponto de vista do apoio financeiro”.

Projeto

Localizado no Alto Sertão de Sergipe, entre os municípios de Canindé de São Francisco e Poço Redondo, o projeto Jacaré-Curituba está dividido em 36 agrovilas com 20 famílias cada uma. Diferente da maioria dos outros assentamentos brasileiros, em Jacaré-Curituba as casas dos lavradores estão próximas das áreas de plantio. Sua execução compreende estudos e projetos, aquisição de terras, infraestrutura básica de uso comum e medidas de proteção ambiental. Inclui ainda administração fundiária, organização de produtores, apoio em administração, operação, manutenção, assistência técnica e capacitação de técnicos e agricultores na fase de operação inicial.
Segundo o diretor estadual do Movimento Sem Terra (MST) e técnico em zootecnia da área, Silvanio Leite, que representou os assentados na reunião desta terça, o projeto já rende frutos. Ele conta que existe uma diversidade de culturas, a exemplo de coentro, cebola, acerola, goiaba, banana e abacaxi. 
“Se não fosse o Governo do Estado não tínhamos a plantação que temos do projeto. Foi o único que assumiu a conta de energia da maior elevatória que temos e paga todos os meses a fatura. Essa é uma parceria muito boa e a gente espera que continue sempre assim”, concluiu.

Presenças

Participaram também da reunião o secretário de Estado do Meio Ambiente, Olivier Chagas; gerente regional de Infraestrutura da Codevasf, Orlando Tavares; diretor da Emdagro, Jefferson Feitoza; Gismário Ferreira, da Emdagro; membro da secretaria executiva da Codevasf, Luiz Augusto Costa; o representante do Incra em Brasília, Douglas Souza; além de representantes do MST e do deputado federal João Daniel.


Fonte: Plenário

Novas tecnologias e publicações são apresentadas na Agrifam

Os visitantes da 12ª edição da Feira da Agricultura Familiar (Agrifam), que acontece de 31 de julho a 02 de agosto, em Lençóis Paulista/SP, terão a oportunidade de conferir soluções tecnológicas para aprimorar a irrigação e a pós-colheita de hortaliças e conhecer espécies de hortaliças tradicionais para diversificação da renda. Além disso, durante o evento, será lançado o livro “Produção de hortaliças para agricultura familiar”, que reúne informações sobre as boas práticas agrícolas em cada etapa da cadeia produtiva, desde a produção de sementes até a comercialização.
Em relação à pós-colheita, será apresentado o Grupo de Caixas Embrapa, recentemente lançado pela Embrapa Hortaliças (Brasília, DF) para facilitar a comercialização e reduzir as perdas de produtos. “Composto por quatro caixas de diferentes tamanhos, as embalagens são paletizáveis e, por isso, facilitam o transporte em empilhadeiras”, explica a pesquisadora Rita Luengo. Além disso, os cantos arredondados e a superfície interna lisa evitam a ocorrência de danos mecânicos e contribuem para a manutenção da qualidade das hortaliças.
Zelar pela qualidade também é o objetivo da Estação de Trabalho, composta pela mesa para seleção de hortaliças, pelo carrinho de transporte e pela Unidade Móvel de Sombreamento, que protege os produtos recém-colhidos do sol. “A exposição solar, mesmo que por períodos curtos, acelera a desidratação e o amadurecimento, tornando as hortaliças mais suscetíveis à podridão e menos atraentes para o consumidor”, explica a pesquisadora Milza Lana. Do ponto de vista da saúde do agricultor, o equipamento funciona como uma barreira que o protege da exposição prolongada ao sol e minimiza riscos de doenças como câncer de pele e catarata.
Já o equipamento Irrigas®, que foi desenvolvido para auxiliar o agricultor no manejo diário da irrigação, indica a umidade do solo, evita regas desnecessárias e reduz, em até 30%, a aplicação de água na lavoura. “Quando se molha em excesso, além do desperdício de água, aumenta-se a ocorrência de doenças e o uso de defensivos químicos, que encarecem o custo de produção e causam dano ambiental”, explica a agrônoma Flávia Clemente.
Para os agricultores familiares que não podem investir em sistemas de controle de irrigação mais custosos, como os tensiômetros, o Irrigas® é uma boa alternativa, pois permite o planejamento da irrigação de forma prática e barata. “A irrigação é uma prática agrícola fundamental para a garantia da produtividade, principalmente no cultivo de hortaliças, que são muito exigentes em água”, pondera Flávia.
Hortaliças tradicionais como araruta, peixinho, mangarito e ora-pro-nobis também serão apresentadas para o público da Agrifam. O cultivo dessas espécies é incentivado, principalmente na agricultura familiar, porque promove diversificação de renda e maior segurança alimentar para as comunidades rurais.
Com o objetivo de informar o agricultor familiar sobre os conhecimentos técnicos e as soluções tecnológicas em prol de um maior desenvolvimento agrícola, a Agrifam é organizada pela Fetaesp (Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado de São Paulo), que estima, para 2015, um público de 30 mil pessoas e um volume de negócios de R$ 20 milhões.


Fonte: Ambiente Rio

Dia do Agricultor: Governo fortalece economia com incentivos ao pequeno produtor

Responsáveis por 70% dos alimentos que chegam à mesa dos sergipanos, os produtores rurais comemoram o dia do Agricultor, nesta terça, 28, com produção recorde e de qualidade. Para fomentar a atividade, o Governo do Estado, em parceria como Governo Federal, distribuiu 1.557 toneladas de sementes, 80 mil horas de trator entre 2014 e 2015, beneficiando 131.910 famílias. Um investimento de R$ 15.931771,50. Os investimentos auxiliam na garantia da segurança alimentar e fortalece a economia do estado.
Só neste ano, foram 657 toneladas de sementes distribuídas (365 t. de milho, 262 t. de feijão e 30 t. de sorgo), beneficiando 40.000 agricultores familiares, a partir de um investimento de R$ 4.073.588,00, em parceria com o Governo Federal. A gestão estadual se prepara, ainda, para distribuir 400 toneladas de arroz, um aporte de R$ 658.183,50 com recursos próprios.
Já no que se refere às horas-máquinas, está em execução o Programa de Mecanização Agrícola/ 2015, que beneficia 37 municípios sergipanos. O Programa se utiliza de um destaque de crédito orçamentário, num valor de R$ 5 milhões (recursos do Fundo Estadual de Combate e Erradicação da Pobreza – Funcep, da Secretaria Estado da Mulher, da Inclusão e Assistência Social, do Trabalho, dos Direitos Humanos e Juventude – Seidh). São 40.000 horas-máquinas, para o benefício de 13.334 agricultores familiares. Em 2014, haviam sido 9.947 agricultores.
Junto ao pequeno produtor, o Governo do Estado atua ainda na assistência técnica, através da Empresa de Desenvolvimento Agropecuário de Sergipe (Emdagro) e Companhia de Desenvolvimento e Irrigação de Sergipe (Cohidro), órgãos lidados à Secretaria de Estado da Agricultura, Desenvolvimento Agrário e da Pesca (Seagri).

Incentivo que gera resultado

Os incentivos do Governo do Estado ajudam o agricultor sergipano a aumentar sua produção e alcançar números de destaque no cenário nacional, como os apontados pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE), que prevê para este ano uma produção recorde de milho no estado, que deve alcançar na safra 825 mil toneladas do grão.
Em 2014, Sergipe foi o segundo maior produtor do Nordeste, com uma produção de 700 mil toneladas do grão em 148.289 hectares. Para 2015, a expectativa é que o estado mantenha a posição no ranking, disputando com a Bahia, que tem maior área plantada, e com estados do Sul e Centro-Oeste, como explica o secretário de Estado de Agricultura, Esmeraldo Leal. “Como a extensão territorial da Bahia é maior que a nossa, dificilmente passaremos a Bahia como maior produtor de milho do Nordeste. Mas nossa produtividade é comparada aos estados produtores de grãos, como o Paraná. Já está claro que a produção de milho em Sergipe não é isolada. O cultivo ganha força no Semiárido, Centro-Sul e Sertão”, disse.
Desenvolvida nos municípios de Carira, Simão Dias, Poço Verde, Frei Paulo e Nossa Senhora da Glória, a cultura do milho conta com incentivos do governo para se consolidar como segmento de mercado – e não mais como atividade de subsistência. O apoio se dá através de assistência técnica por meio da Emdagro, da distribuição de sementes e da mecanização agrícola.
“Avançamos na produtividade porque temos sementes de qualidade, tecnologia humana e mecânica de alto nível. O governo do Estado oferece ainda horas máquina e assistência técnica nos escritórios da Emdagro. Essa soma de elementos reflete diretamente na qualidade e quantidade do milho produzido”, afirma Esmeraldo.

Rodovias

A recuperação das rodovias sergipanas também tem representado um apoio fundamental para a agricultura no estado, já que facilita o escoamento de toda a produção local. No que diz respeito ao milho, a restauração da via que liga o município de Carira a Nossa Senhora da Glória favoreceu a comercialização do produto. A obra representa um investimento de R$ 21.279.972,98 em recursos estaduais.
Na região do Agreste sergipano, uma nova rota de escoamento da produção levará mais desenvolvimento aos moradores dos municípios de Itabaiana, Areia Branca, São Cristóvão, Itaporanga D’Ajuda e redondezas. Com 52 km de extensão, a implantaçãoda rodovia SE-255, pelo Governo do Estado, interligará a BR-235, na altura do povoado Rio das Pedras, em Itabaiana, à BR-101, no povoado Aningas, em Itaporanga D’Ajuda, passando também pelos municípios de Areia Branca e São Cristóvão. Fruto de um investimento superior a R$ 63 milhões, sendo mais de R$ 58 milhões de recursos oriundos do Proinveste e aproximadamente R$ 5 milhões referentes às indenizações pagas pelo Estado pelas desapropriações, a obra além de valorizar a localidade e melhorar a condição de vida da população, é estratégica por encurtar a distância entre os municípios produtores sergipanos e o mercado consumidor baiano, para onde boa parte dos produtos produzidos na região são exportados.
O agricultor José Leandro dos Santos comemora o investimento na sua região. “Vai ser muito bom, pois vai facilitar o acesso até a cidade, para gente que vive da agricultura foi um bom projeto. Hoje é complicado comercializar nossos produtos, por causa do transporte, a gente tem que se deslocar daqui até a BR para pegar um veículo e é complicado, porque a gente chega às 6h da manhã para pegar a condução só ao meio dia, porque os carros passam cheios e assim é difícil para gente. Acredito que passando essa BR no nosso povoado, vão colocar o veículo fazendo o transporte nesse trecho para facilitar a ida da gente até a cidade para vendermos nossas coisas nas feiras livres da região. Coco, banana, mamão, todo tipo de fruta e hortaliças a gente produz aqui ”, afirma.
Já no município de Propriá, em junho deste ano, o Governo do Estado entregou a rodovia SE-427, Rodovia do Arroz, que liga os povoados Santa Cruz e São Miguel. Com um investimento de investimento de 2.792.587,04, fruto do Proinveste, a obra facilita o escoamento da produção de arroz no Baixo São Francisco.
O agricultor Valdomiro da Hora reside no povoado São Miguel e descreve como era a região antes e depois da Rodovia do Arroz. “Antes era trágico. Nem os carros podiam andar aqui, pois a estrada era esburacada. Agora está muito bom e dá para os caminhões fazerem o escoamento do arroz”.
O também agricultor Arnaldo Souza conta sobre a mudança da realidade. “Onde há pavimentação, há progresso. O asfalto dá uma alavancada, pois proporciona escoamento da safra. É um progresso para a região”.

Máquinas que ajudam na produção

Também em junho deste ano e na região do Baixo São Francisco, a gestão estadual destinou recursos para a compra de colheitadeira de arroz. O equipamento vai modernizar a produção do Baixo São Francisco, facilitando a comercialização do produto, oriundo basicamente da agricultura familiar. O aparelho foi entregue a Prefeitura de Neópolis, que ficará responsável pela guarda e gestão. O investimento é fruto da parceria do Estado com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e soma R$ 384 mil.
O secretário de Agricultura, Esmeraldo Leal, explicou que a região dependia muito de colheitadeiras de Alagoas ou de proprietários particulares do Baixo São Francisco. “O equipamento vai beneficiar principalmente produtores do Betume, sediado em Neópolis, e os municípios circunvizinhos, e ainda vai tirar dependência que os irrigantes tinham de máquinas de fora. O equipamento pode ser acessado diretamente por qualquer beneficiário de perímetro. A função é resolver problema da colheita do arroz”.
Desde 2012, o Governo do estado junto ao MDA entregou 285 máquinas agrícolas nos municípios sergipanos, entre motoniveladoras, caçambas, caminhões-pipa, pás carregadeiras e colheitadeira de arroz. O investimento supera os R$ 78.809.027,00 e tem por finalidade reforçar a reestruturação produtiva dos agricultores familiares dos municípios.


Fonte: Irrigacao.net

Palestras na ANA discutem dessalinização

Brasil, como no caso do Semiárido. Sobre o tema, a Agência Nacional de Águas (ANA) organizou o evento Palestras sobre Dessalinização, Monitoramento, Conservação de Águas e Reúso do Concentrado nesta terça-feira, 28 de julho, em Brasília. Durante o encontro foram apresentados os resultados do projeto Promoção da Conservação do Uso Sustentável da Água.
Esta parceria da ANA com a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) busca melhorar o tratamento de água e efluentes, monitorar a qualidade de fontes alternativas de abastecimento e proporcionar o aumento da disponibilidade de água com qualidade para o abastecimento humano e para reúso em irrigação.
Um dos palestrantes foi o professor Kepler França, coordenador do Laboratório de Referência em Dessalinização (LABDES) da Universidade Federal de Campina Grande, um dos centros de referência sobre o tema no Brasil. O engenheiro químico abordou o desenvolvimento e o monitoramento de processos com membranas para tratamento e reúso de água.
A professora Márcia França, da Universidade Estadual da Paraíba, apresentou o estágio de metas da parceria entre a ANA e a UFCG, como a implantação de uma Unidade Demonstrativa de um sistema de dessalinização de osmose inversa para produção de água potável e aproveitamento do concentrado na criação de tilápias ou em cultivos hidropônicos para minimizar impactos ambientais, preservar os recursos hídricos e estimular a geração de renda.
Em sua palestra, o químico industrial Rodrigo Alves falou sobre sistema de dessalinização de água salobra e o uso do concentrado resultante do processo em sistemas hidropônicos. A também química industrial Tereziana da Costa abordou a qualidade das águas consumidas no Distrito de Santa Luzia, em Picuí (PB), onde funciona um dessalinizador. Outro tema foi o diagnóstico socioeconômico desta localidade, apresentado pela assistente social Valéria da Silva.


Fonte: ANA

Irrigação por gotejamento com fita de fertilização

O sistema de irrigação por gotejamento é freqüentemente usada principalmente porque ele não desperdiça tanta água como outros sistemas. Isso é porque ele reduz os níveis de evaporação.Ele também oferece a água diretamente para as raízes e pode ser utilizado para fertilizar plantas.

Comece ligando o preventer fluxo de volta para a principal fonte de água ao ar livre. Parafuso do conector de mangueira de Bibb, ao preventer fluxo de volta. Em seguida, você deve conectar cada um dos dois acopladores mangueira para os tubos de direita. Um deve ser anexado à fonte de água e outro para o fornecimento de fertilizantes. Anexar uma mangueira ao conector de mangueira de Bibb. Desenrole a mangueira e conecte-o a válvula de esfera que é anexado as fitas de gotejamento. Coloque as fitas em torno da área raízes das plantas.
Fertilizante
Retire a tampa do conector de tubo e despeje fertilizantes no tanque injetor. Certifique-se que você não remover o tubo do conector de nozes. Se você estiver usando fertilizantes solúveis em água, despeje um pouco de água no tanque antes de derramar o fertilizante. Reposicionar a tampa e conectar os tubos de volta. A tampa do tanque tem um controle de fluxo. Ela deve ser ajustada para regular a quantidade de adubo que é entregue para as plantas com a água.
Abrir as válvulas do tubo e deixe a mistura de fertilizantes. Então, pressurizar o tanque e deixar o fluxo de adubo para o jardim. Abrir a válvula de água e deixá-lo escoar através das linhas. Regular a pressão para que a água e fertilizantes chegar cada planta da mesma forma. Quando o tubo de saída permite que a água fora claro, por sua vez a água fora, porque o fertilizante foi entregue com êxito.
Irrigação
Abrir o tanque e tubos e limpá-los esvaziando-os de água. Para converter o sistema de irrigação, feche todos os tubos de saída, volte a fechar o tanque e fechar todas as válvulas para a posição off. Lavar o filtro de injeção de fertilizantes. Fazê-lo quantas vezes for necessário para evitar a interrupção do fluxo.

Dicas
Injetores de fertilizantes não pode resistir à pressão de sistemas de irrigação usual suportar.
Use um preventer fluir de volta para o injetor de fertilizantes para evitar a contaminação da água.


Fonte: Irrigacao.net

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