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Safra de verão em perímetro sergipano da Codevasf é 20% maior que no ano passado

O perímetro irrigado Betume, explorado exclusivamente por agricultores familiares em Sergipe, registra uma safra de verão 20% maior que a do ano passado. A constatação é da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), responsável por acompanhar a gestão do perímetro e pela infraestrutura de uso comum.
“O agricultor acreditou na sinalização do mercado, apostou em aumentar sua área irrigada, manteve a produtividade e, de quebra, recebeu sementes de qualidade do Governo do Estado e teve seu parque de equipamentos renovado por meio da Codevasf”, resume o Gerente de Irrigação da Companhia em Sergipe, Ricardo Martins. A produção neste verão ficou em 13 mil toneladas no Betume.
O Betume é um dos três perímetros implantados e acompanhados pela Codevasf no Baixo São Francisco sergipano. Juntos, eles reúnem 1.274 famílias que vivem e trabalham nos perímetros, e geram mais de 10 mil empregos diretos. A rizicultura é o cultivo predominante.
De acordo com o balanço anual recentemente fechado pela Codevasf, os perímetros irrigados Propriá, Cotinguiba/Pindoba e Betume fecharam o ano de 2014 com uma produção total de 24.870 toneladas. Os produtores dos perímetros alcançaram um valor bruto de produção de aproximadamente R$ 13,7 milhões. 
O perímetro irrigado Betume, que concentra a maior parte da produção de arroz da região, foi responsável pela produção de 13 mil toneladas. O perímetro Cotinguiba/Pindoba, por sua vez, colheu 9,9 mil toneladas de alimentos no ano passado. E o perímetro Propriá teve uma safra de 2.205 toneladas produzidas ao longo de 2014. De acordo com o balanço elaborado pela Codevasf, os produtores dos perímetros irrigados colheram uma área total de 4.235 hectares.
Além do arroz, cultivado em sistema de irrigação por inundação, a piscicultura também está presente nos perímetros do Baixo São Francisco sergipano, com grande produção de alevinos no perímetro Propriá. No projeto Cotinguiba/Pindoba, o sistema de irrigação por aspersão possibilita o plantio de banana, coco verde, milho, frutas, além de grama esmeralda, utilizada principalmente para paisagismo.
A expectativa é que, com a retomada do serviço de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) no final do ano passado, e a continuidade dos investimentos na reabilitação da infraestrutura de uso comum, os perímetros ampliem sua produção na próxima safra. “A Codevasf está trabalhando para dar melhores condições aos nossos perímetros, fornecendo máquinas novas e reabilitando canais de irrigação e sistemas de bombeamento. Além disso, estamos buscando recursos para implantar novas bombas flutuantes, melhorando a captação de água”, afirma Said Schoucair, superintendente regional da Codevasf.
O gerente regional de Irrigação, Ricardo Martins, ressalta que os dados preliminares deste ano, com a colheita de arroz realizada entre janeiro e março, indicam um aumento da produção. “Essa melhoria deve se refletir no próximo balanço anual. E é importante acrescentar que os produtores estão satisfeitos com os preços pagos pela saca de arroz, que se deve ao trabalho executado pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) e pela Codevasf para viabilizar mais opções de comercialização”, declara Martins.
Atualmente, a Codevasf executa as obras de reabilitação de 57 quilômetros de canais de irrigação nos perímetros Propriá, Cotinguiba/Pindoba e Betume, fruto de um investimento de R$ 26,2 milhões, e a reabilitação de 51 conjuntos de eletrobombas, em que estão sendo investidos R$ 2,1 milhões.
Está em andamento também a pavimentação granítica de 36 quilômetros de corredores internos de escoamento da produção agrícola, obra que é realizada em parceria com a Secretaria de Estado da Infraestrutura e do Desenvolvimento Urbano (Seinfra), resultado de um investimento de R$ 13,7 milhões.


Fonte: Codevasf

Projeto Marrecas-Jenipapo vai impulsionar agricultura irrigada no Piauí

Projeto Marrecas-Jenipapo vai impulsionar agricultura irrigada no Piauí A produção de frutas irá colorir a paisagem do sertão do Piauí com a implantação, pela Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf), do projeto de irrigação Marrecas-Jenipapo, em São João do Piauí. As obras já alcançam 60% de execução e têm previsão de conclusão para janeiro de 2016. O custo inicial estimado é de R$ 46,5 milhões; os recursos são do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O projeto está sendo instalado no Assentamento Marrecas, a uma distância de 31 km da sede do município de São João do Piauí, a 500 km de Teresina, capital do estado. Cerca de 200 famílias de produtores do assentamento serão diretamente beneficiadas, e 600 empregos indiretos serão criados no perímetro – que também terá reflexos sobre a economia de 13 municípios do seu raio de abrangência, os quais reúnem uma população de aproximadamente 80 mil pessoas. No momento, estão sendo implantadas as infraestruturas hídricas como canais, drenagem, estradas, rede de energia, reservatórios, unidades de bombeamento, limpeza da área e demarcação dos lotes. Quando concluído, serão mil hectares irrigados para fruticultura, distribuídos pelos produtores familiares que irão cultivar, cada um, uma média de cinco hectares. Atualmente, com apoio da Codevasf, uma área irrigada de 90 hectares já é explorada pelos assentados. Segundo explica o gerente Regional de Empreendimentos de Irrigação da 7ª Superintendência Regional da Codevasf, Maximiliano Saraiva Arcoverde, esse projeto tem grande importância para os produtores porque vai fornecer um avanço na produção por meio de melhorias tecnológicas. “Toda tecnologia irrigada permite um retorno melhor dos investimentos. O produtor que atualmente trabalha com agricultura de sequeiro, que fica dependente das chuvas, muitas vezes escassas, tem perdas. Isso vai acabar. Com a agricultura irrigada você tem uma garantia de insumo produtivo que é a água, tem a possibilidade de adotar novas tecnologias, que é a parte da irrigação, trabalhar culturas mais nobres como a fruticultura, e tudo isso permite que o produtor tenha um ganho na sua renda e uma possibilidade melhor para exercer o seu trabalho”, afirma. O gerente, que é engenheiro agrônomo, acrescenta que o assentamento Marrecas é destaque na região porque consegue produzir por meio da irrigação e atender aos mercados dos municípios próximos, fornecer alimentos para a merenda de escolas da região, além de as famílias produzirem boa parte do que consomem. “Hoje os agricultores movimentam a economia dentro do próprio assentamento. Com esses mil hectares, eles serão capazes de movimentar a economia em outras regiões, extrapolando o mercado do Piauí, como em Petrolina, por exemplo. Isso permite um salto na renda do município”, conta. Aumento de renda Um grande salto na renda foi o que aconteceu com a família da agricultora Maria de Lourdes Pereira Souza, de 44 anos. Moradora do assentamento desde 1989, ela conta que havia muita dificuldade para produção. Segundo Maria de Lourdes, na década de 90 o então superintendente da Codevasf, Hildo Diniz, incentivou uma experiência no assentamento com a água de um poço jorrante que havia no local, o segundo maior do estado. “Com a ajuda da Codevasf, que me deu orientação técnica, eu comecei a cultivar goiaba, mesmo com a resistência da família, que não acreditava que desse certo. Trabalhei com minhas filhas e na primeira safra produzi cinco mil, depois dez mil, 15 mil, 20 mil. Provei para eles que dava certo”, comemora. Hoje, ela e a família têm sete hectares irrigados, onde produzem uva de mesa e goiaba; e já plantaram melancia e maracujá. “Consegui reformar minha casa, comprar duas casas na cidade, comprar um carro zero km, moto, terreno e dei educação aos meus três filhos. Então se eu disser que o acompanhamento da Codevasf foi fundamental, eu estou falando a verdade”, ressalta. Sobre o assentamento O projeto de irrigação Marrecas-Jenipapo, localizado no Assentamento Marrecas, fica a uma distância de 31 km da sede do município de São João do Piauí, a 500 km de Teresina, capital do Estado. Atualmente, existem duas Agrovilas, a de Capim Grosso e a do assentamento Marrecas, com infraestrutura de estradas vicinal, sistemas de abastecimento d’água, rede de energia, duas escolas e um posto médico com mais de 227 famílias residentes. Os produtores rurais já cultivam uma área irrigada de aproximadamente 90 hectares irrigados, uma parte com o sistema de irrigação tipo aspersão, destinada a culturas temporárias como feijão, milho, abóbora e melancia e outra com microaspersão, dirigida principalmente à fruticultura, como mamão, goiaba e uva das variedades Itália melhorada, Benitaka e Brasil. Como a cultura de uva é destaque na região, elas são produzidas de forma escalonada, com produtividade de 27 toneladas por hectare. São 13 os municípios que estão no raio de implantação do projeto: São João do Piauí, Simplício Mendes, Dom Inocêncio, Campo Alegre do Fidalgo, Coronel José Dias, Socorro do Piauí, Ribeiro do Piauí, Nova Santa Rita, Paes Landim, Capitão Gervásio, Bela Vista, Pajeú do Piauí e João Costa. Para Superintendente da 7ª SR – Codevasf no Piaui,o projeto de irrigação levará água do rio Piauí, a partir da barragem Jenipapo, aos lotes familiares. Estudos de viabilidade indicam que a produção agrícola do município deverá subir de 5.684 toneladas por ano para 17.584 toneladas e a renda média anual deverá subir de R$ 822 para R$ 5,5 mil. Além disso, revela o superintendente Inaldo Guerra , os investimentos no Marrecas-Jenipapo poderão transformar o estado do Piauí em um dos grandes produtores de frutas da região Nordeste, especialmente de uva, devido à existência de condições favoráveis de solo, clima e disponibilidade de água. A localidade já dispõe de infraestrutura de 25 km de estradas, dois sistemas de abastecimento de água, 22 km de ligações elétricas, duas escolas e um posto médico.


Fonte: Meio Norte

Audiência discute perenização de água no Projeto Pontal em Petrolina

Na pauta, a avaliação de implementação da PPP do Projeto Pontal. Sindicato pede irrigação de 3 mi, hectares.


Autoridades políticas, associações, agricultores e representantes sindicais participaram na manhã desta segunda-feira (30) de uma audiência pública na Câmara de Vereadores de Petrolina, no Sertão pernambucano. Na pauta, a avaliação de implementação da Parceria Público-Privado (PPP) no Projeto Pontal, na Zona Rural da cidade.
A audiência foi presidida pelo vereador Geraldo da Acerola (PT). “Eles têm o sonho de ter a sua terra e plantar. E com a chegada da irrigação alimentou isto neste povo. Com o surgimento da PPP, eles foram obrigados a vender suas terras à Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e Parnaíba) que foram destinadas a um só empresário”, explicou o legislador. Uma mobilização dos trabalhadores sem-terra e de agricultores de diversas áreas reivindicavam a perenização do riacho em 3 mil hectares do Pontal e que 70% da área seja dada ao pequeno produtor e 30% para os grandes empresários.
Segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR), Francisco Pascoal, a principal luta é pelas famílias que estão em área de sequeiro, ou seja, onde não há irrigação. “Nós queremos que a Codevasf irrigue cerca de 3 mil hectares aptos a fazer um projeto de irrigação, além da perenização do riacho”, disse.
Projeto Pontal é composto por cerca de 12 mil hectares, mas 8 mil já estão irrigadas, segundo o sindicato. Francisco Pascoal ressaltou ainda que a água precisa atingir em média 500 famílias. “Nós queremos que o Governo Federal irrigue a área do canal morto e sejam feitos lotes para as famílias, principalmente nos assentamentos. Nestes locais passa água, mas que não está disponível para que os agricultores trabalhem”, disse. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Rurais, o Projeto Pontal está pronto desde 2008.
Algumas representações das comunidades rurais do entorno do Pontal foram convocadas para participar da audiência, entre elas, Cleidmar de Souza, presidente da Associação dos Moradores de Uruás. “Há mais de 12 anos a gente vem lutando contra este modelo de política que exclui o pequeno. Estamos aqui para ver se algo pode ser feito no sentido do Pontal ser entregue 70% ao pequeno produtor e apenas 30% ao empresário”, explicou.
O ex-deputado Osvaldo Coelho, também foi convidado. Para o político, a Parceria Público-Privado no Projeto Pontal deve ser repensada. “Esta audiência é uma luta contra a injustiça que é esta PPP. Mas a perenização é um sonho antigo”, enfatizou.
O superintendente da Codevasf, João Bosco Lacerda, explicou e não descartou a possibilidade de criação de novos projetos para contemplar as famílias na área de sequeiro. “Precisamos complementar o projeto. A capacidade que temos não dá para fazermos a irrigação de todo o Projeto Pontal. Atualmente irrigamos para mais de 800 famílias. E se este projeto não atender a demanda teremos que criar outra solução de outro canal”, disse.
Segundo João Bosco, o projeto já existe há mais de 18 anos e tem progressão lenta. “O pontal tem mais de 18 anos que foi dado inicio, é um projeto que vem se arrastando. Desde o ano passado que a população convoca. E entendemos que o governo precisa dar uma resposta”, disse.


Fonte: G1.com - Petrolina e Região

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